Itatiaia

MP pede indenização e retratação de Campopiano por transfobia contra Erika Hilton

Além da retratação pública e da indenização financeira, o promotor pede que a deputada estadual eleita faça um curso sobre inclusão social, com conteúdo antidiscriminatório e discussão sobre homotransfobia

Por
O promotor Ricardo Manuel Castro pede uma indenização de ao menos R$ 100 mil por danos morais coletivos, além de uma retratação pública. • Reprodução/Redes Sociais | Marina Ramos/Câmara dos Deputados.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação de Eduarda Campopiano (PL-SP), deputada estadual eleita, por transfobia contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

O promotor Ricardo Manuel Castro pede uma indenização de ao menos R$ 100 mil por danos morais coletivos, além de uma retratação pública.

A ação foi apresentada na última terça-feira (20) e envolve uma publicação feita por Campopiano nas redes sociais em 5 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições.

Na postagem, a vereadora de Praia Grande, eleita deputada estadual, referiu-se a Erika Hilton como "homem biológico" ao comparar o desempenho eleitoral das duas.

Campopiano recebeu 1.956.238 votos, tornando-se a candidata mais votada no estado para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), enquanto Erika Hilton foi reeleita para a Câmara dos Deputados com 1.596.472 votos.

Veja vídeo:

Assistir vídeo:

Após a divulgação do resultado, Campopiano usou as redes sociais para questionar Erika sobre como era saber que "um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo".

Além da retratação pública e da indenização financeira, o promotor pede que a deputada estadual eleita faça um curso sobre inclusão social, com conteúdo antidiscriminatório e discussão sobre homotransfobia, com carga horária mínima de 50 horas, e apresente à Justiça um comprovante de frequência.

Na petição, o promotor também sustenta que manifestações discriminatórias contra pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ não estão protegidas pela liberdade de expressão e que a imunidade parlamentar, por Campopiano ser vereadora, não abrange manifestações desvinculadas do exercício do mandato.

Por

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

Belo Horizonte