Deputada estadual mais votada de SP já agradeceu colonizadores e associou indígenas a canibalismo
Vereadora de Praia Grande (SP), Maria Eduarda Campopiano (PL), recebeu mais de 1,9 milhão de votos

Maria Eduarda Campopiano Monteiro (PL), de 23 anos, foi a candidata mais votada para deputada estadual de São Paulo nas eleições de 2026. Ela recebeu mais de 1,9 milhão de votos, à frente de Eduardo Suplicy (PT), que teve 653.753 votos para a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).
Natural de Campinas, no interior paulista, Eduarda ganhou projeção a partir de 2021, quando passou a manifestar suas posições políticas nas redes sociais. Filiada ao Partido Liberal, Campopiano também foi comentarista do programa Linha de Frente, da Jovem Pan, em que analisava pautas políticas em 2023.
Em 2024, foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, com 3.589 votos, e ficou na quarta colocação entre os candidatos mais votados. Segundo a Câmara Municipal de Praia Grande, Eduarda foi a parlamentar mais jovem já eleita para o cargo no município.
A parlamentar tem posicionamento contrário a pautas e candidatos de esquerda e reforça isso em publicações e manifestações públicas. Entre as bandeiras defendidas publicamente pela deputada eleita, está a criminalização do aborto. Ela também se autointitula como a "inimiga número um das feministas".
Em 2025, Campopiano foi autora de um projeto de lei que prevê a vedação da nomeação ou contratação, para determinados cargos e empregos públicos, de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças ou adolescentes.
Meses antes da eleição, uma polêmica envolvendo declarações de Eduarda Campopiano sobre a colonização do Brasil ganhou projeção nacional. Durante a participação em um podcast, a então vereadora afirmou que agradecia a Deus pela chegada dos colonizadores ao país e associou povos indígenas a práticas como canibalismo e sacrifícios.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



