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Moro depõe em inquérito que pode levar à cassação de seu mandato

O senador Sérgio Moro (União-PR) prestou depoimento nesta quinta-feira (7) no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR)

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Sergio Moro
Sergio Moro • Antônio Cruz/Agência Brasil

O senador Sérgio Moro (União-PR) prestou depoimento nesta quinta-feira (7) no processo, que corre no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, sobre suposto abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2022. A ação, protocolada, primeiro, pelo pelo Partido Liberal (PL), e, em seguida, pela Federação Brasil da Esperança (PT/PV/ PC do B), pode culminar na cassação do mandato do senador. A Justiça Eleitoral decidiu unificar as ações contra Moro.

“Essas ações são um castelos de cartas, promovidas por perseguição política, por parte do PT, e, do outro lado, por conta de oportunistas que perderam as eleições, que são membros do PL”, afirmou o senador, em entrevista à CNN.

O senador Sérgio Moro afirmou que as ações não apresentaram provas contra ele, e enfatizou que o estado do Paraná tem o direito de escolher os seus representantes.

“Fizeram um carnaval quando propuseram as ações, falaram que tinha caixa 2, desvios, mas quando se vê o processo não tem nada, não tem prova nenhuma disso porque estes fatos não ocorreram. Os fatos e provas que são alegados, pelas partes no processo, são improcedentes ao nível do absurdo”, disparou Moro.

Nas ações, os partidos alegam que Moro usou a estrutura e exposição de pré-campanha presidencial para, posteriormente, migrar para a disputa ao Senado, que é de menor visibilidade, menor circunscrição e teto de gastos vinte vezes menor. As legendas alegam, ainda, que o uso da estrutura e a exposição da pré-candidatura deu vantagens e benefícios acumulados a Moro, ferindo a igualdade de condições entre os concorrentes ao cargo de senador.

Mudança de partido

Nas eleições de 2022, Sérgio Moro, era pré-candidato à presidência da República pelo Podemos. Depois, ele desistiu da disputa e se lançou ao Senado pelo União Brasil.

“A tese deles, que é fantasiosa, é dizer que eu teria me candidatado à presidência para um subterfúgio para me candidatar ao Senado. Quem acompanhou os fatos, quem sabe da realidade, sabe que foi ao contrário. Foi penoso ter que desistir da pré candidatura presidencial. Ai querem pegar os gastos, do período anterior à campanha, que são gastos de atividade partidária, querem pegar tudo isso é chamar de abuso de poder econômico”, ponderou Moro.

O senador destacou, ainda, que houve um gasto com segurança e carros blindados, que foram adquiridos pelos partidos e entraram no acervo permanente. “Tudo foi feito de maneira transparente. Andar de carro blindado por aí não tem dá voto nenhum adicional na campanha de senador. Vamos esperar o julgamento, mas os fatos que eles alegam são fatos que, ou não existem ou não foram provados ou não fazem sentido”, enfatizou.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.