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Moraes vota pela permanência da prisão do deputado Thiago Rangel

O deputado foi preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne que também prendeu o parlamentar Rodrigo Bacellar

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Deputado Thiago Rangel foi alvo de operação da PF • Reprodução/Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta quinta-feira (7) pela manutenção da prisão do deputado estadual Thiago Rangel, do Avante. Com a manifestação do magistrado, o placar do julgamento está em 1 a 0 na Primeira Turma da Corte.

A análise ocorre em sessão virtual extraordinária. Ainda faltam os votos dos ministros Flávio Dino, que preside o colegiado, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Os magistrados têm até as 19h desta quinta para registrar seus posicionamentos.

Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal na última terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A investigação é a mesma que resultou na prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Na decisão assinada na quarta-feira (6), Moraes determinou que a prisão fosse mantida sem encaminhar o caso para deliberação da Alerj. O ministro também solicitou ao presidente da Primeira Turma a inclusão do caso em sessão virtual para referendar a medida.

O dispositivo afastado pelo ministro prevê que a Assembleia Legislativa deve analisar a manutenção da prisão de deputados estaduais. Para Moraes, Assembleias Legislativas têm utilizado prerrogativas constitucionais para criar “sistemas de impunidade” para parlamentares estaduais.

Segundo o magistrado, o mecanismo estaria sendo usado para derrubar prisões de deputados investigados por crimes sem relação direta com o exercício do mandato, inclusive em casos ligados a organizações criminosas.

Quem é Thiago Rangel

Empresário do setor varejista, Thiago Rangel já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal. Em 2024, ele foi investigado na operação “Postos de Midas”, que apurava suspeitas de fraudes em licitações envolvendo postos de combustíveis no Rio de Janeiro, além de crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Rangel iniciou a carreira política em 2020, quando foi eleito vereador em Campos dos Goytacazes. Dois anos depois, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pelo Podemos, com 31.175 votos.

O parlamentar também ocupou cargos no IPEM-RJ e no Detro-RJ, atuando em áreas relacionadas à fiscalização e ao transporte coletivo no estado.

O que diz a defesa

Em nota divulgada no dia da prisão, a defesa do deputado afirmou que Thiago Rangel “nega a prática de quaisquer ilícitos” e que prestará os esclarecimentos necessários no curso da investigação.

Os advogados também disseram que “qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”.

*Com CNN

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias editorias Turismo, Gastronomia e Emprego & Concursos. Atualmente, colabora com as Minas Gerais, Brasil e Mundo.