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Deputado Thiago Rangel é preso em operação da PF no Rio de Janeiro

Operação da PF desarticula uma organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no governo do Rio

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Deputado Thiago Rangel foi alvo de operação da PF • Reprodução/Redes Sociais

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.

A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

A Operação Unha e Carne é a mesma que prendeu Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), em dezembro de 2025.

Bacellar responde pelo vazamento de informações sigilosas, que culminou com a obstrução da investigação realizada na Operação Zargun, deflagrada em setembro do ano passado.

Investigações

Segundo a Polícia Federal, as investigações envolvendo Thiago Rangel começaram após a análise de mídias apreendidas na primeira fase da ação. Na ocasião, o objetivo era reprimir o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos.

As apurações revelaram um esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc (Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro), classificada como uma "zona de influência politica do parlamentar que é alvo da operação de hoje (5), para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada.

A PF ainda indicou que após receberem os recursos públicos, os sócios ou procuradores faziam saques. Posteriormente, realizavam depósitos ou transferências bancárias para empresas diretamente ligadas a membros do grupo.

As investigações apontam que os valores desviados eram misturados com recursos de origem lícita em contas bancárias de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização.

A reportagem da Itatiaia ainda não conseguiu um posicionamento da defesa do parlamentar.

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