Moraes anula sindicância do CFM e manda ouvir presidente sobre Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal entendeu que a medida do Conselho Federal de Medicina configurou desvio de finalidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a nulidade da sindicância instaurada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no quarto onde ele está preso na capital federal. O magistrado também determinou a oitiva do presidente da autarquia, José Hiran da Silva Gallo.
Abertura de sindicância
O CFM se manifestou, nesta quarta-feira (7), sobre o que chamou de "denúncias protocoladas" que questionam a assistência médica prestada ao ex-presidente Bolsonaro na Superintendência da PF, em Brasília.
A entidade afirmou que os relatos causam "extrema preocupação" e determinou a instauração de uma sindicância para apurar a situação envolvendo o ex-mandatário no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).
Sem citar diretamente o STF, o Conselho ressaltou que a autonomia do médico assistente deve ser "soberana" na decisão sobre a conduta terapêutica.
Na madrugada de terça-feira (6), Bolsonaro se acidentou no quarto onde está preso. A família, a defesa e apoiadores do ex-presidente questionam o atendimento médico prestado pela PF e defendem a prisão domiciliar humanitária.
Nesta tarde, Moraes autorizou Bolsonaro a realizar exames médicos em um hospital particular de Brasília. Ele foi escoltado por agentes da PF na ida e na volta da unidade de saúde.
O cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, afirmou que os resultados confirmaram um quadro de "traumatismo craniano leve", mas indicou que a lesão não é "preocupante".
A equipe médica de Bolsonaro aponta que a interação dos medicamentos usados para controlar suas crises de soluço foi a provável causa da queda.
A PF confirmou que Bolsonaro recebeu atendimento assim que relatou a queda para as equipes de plantão. Em nota, a corporação afirmou que o médico responsável constatou apenas ferimentos leves e não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



