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Com promessa de revisão do Propag, Kalil é oficializado como candidato ao Governo de MG

Ex-prefeito de BH focou na discussão da dívida mineira em cerimônia que o formalizou como candidato ao Governo de Minas

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CNN Brasil

Em convenção realizada neste domingo (26) em Belo Horizonte, o PDT oficializou o ex-prefeito da capital, Alexandre Kalil, como candidato ao Governo de Minas Gerais. Em seu discurso e em entrevista após o evento, o postulante ao Palácio Tiradentes destacou como prioridade a revisão do projeto de refinanciamento da dívida bilionária do estado com a União e pregou calma nas negociações para formar o restante da chapa pedetista ao Executivo.

Questionado sobre o maior desafio para governar o estado, Kalil citou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), projeto ao qual Minas aderiu para parcelar em 30 anos o pagamento da dívida de mais de R$ 200 bilhões com a União. O plano foi apresentado no Congresso Nacional pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB) e negociado junto ao governo federal.

“O Propag envelopado, pronto, entregue, sem negociar. Você não pode numa dívida de R$ 200 bilhões não negociar essa dívida de um jeito que Minas volte a investir. É o que eu disse no meu discurso. Enquanto São Paulo está fazendo um túnel debaixo do mar, nós estamos nos gabando como grandes administradores porque pagamos a folha de pagamento do servidor público em dia […] É renegociar essa dívida, não existe plano sem dinheiro. Plano sem dinheiro é mentira. Eles venderam a Copasa para pagar a dívida, agora estão falando que vão fazer obra com dinheiro da Copasa. Então nós temos que só falar a verdade para esse povo”, declarou.

Montagem de chapa e desafio eleitoral

O PDT formalizou o nome de Kalil e dos candidatos a deputados estadual e federal. Falta ainda definir quem será o candidato a vice-governador e se o partido apoiará algum nome ao Senado.

Kalil disse que a oficialização de sua candidatura cria caminhos para negociar com outros partidos, mas pregou cautela nas negociações.

“Acho que como candidato agora você tem autoridade para tentar negociar alguma coisa. Nós estamos conversando com todo mundo, com muita calma. Nós viemos até aqui com muita calma. Com porque tratamos com gente de palavra, com gente correta. Isso nos deu uma vantagem de um certo sossego até agora. Mas nós estamos conversando e nós estamos mais preocupados é com voto. Nós precisamos de buscar esse voto”, afirmou.

Kalil concorre ao Governo de Minas pela segunda vez consecutiva. Em 2022, ele ficou em segundo lugar em uma eleição vencida no primeiro turno por Romeu Zema (Novo). Em pesquisas eleitorais feitas para o pleito deste ano, ele aparece na segunda posição, atrás do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não decidiu se vai ou não concorrer.

Sobre a chance de amealhar votos de Cleitinho no caso de o senador não disputar o pleito, Kalil deixou o tema para os especialistas de sua campanha e prestou pêsames ao parlamentar, que perdeu um irmão no último fim de semana.

“Eu não sou especialista, mas eu acho que quando um candidato sai, sobra alguma coisa para alguém. Espero que sobre mais para mim do que para os outros.
Eu respeito muito o Cleitinho, não tive a oportunidade nem dar condolências porque eu não tenho telefone dele. Mas deixo aqui de público minhas condolências pela tragédia que abateu na família dele. Eu acho que qualquer candidato que sair (da disputa) sobraria voto para alguém. Os especialistas vão falar para quem que vai sobrar voto, eu acho muito cedo porque ele ainda tem muito tempo para resolver isso”, avaliou.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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