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Ministro de Lula elogia Silvio Almeida, mas diz que a demissão foi necessária

O ex-ministro da pasta de Direitos Humanos e Cidadania, demitido pelo presidente Lula, é acusado de assédio sexual; ministra Anielle Franco estaria entre as vítimas

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O ministro Paulo Teixeira deu uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9) antes de participar de reunião na ALMG • Luisa Marques | Itatiaia.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, elogiou o ex-ministro Silvio Almeida, da pasta de Direitos Humanos e Cidadania, e disse que os fatos, as denúncias de assédio sexual, ainda precisam ser apurados.

Paulo Teixeira conversou com a imprensa na parte da manhã nesta segunda-feira (9) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde se encontrou com deputados e também com grupos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para o ministro, Silvio Almeida é “uma liderança, um grande intelectual que trabalhou o tema racial com preparo” e que “brilhou muito” dentro do governo Lula. Ele disse acreditar que o presidente demitiu o ex-ministro para que as investigações aconteçam.

“Quando há uma denúncia como essa, é importante que a pessoa possa se defender e possa se afastar do cargo para sua defesa. Acho que foi essa a compreensão do presidente Lula”, esclareceu o ministro.

Ainda em coletiva, ele afirmou que o “tempo” irá fazer um julgamento definitivo sobre Silvio Almeida.

Relembre o caso

Na última quinta-feira (5), a ONG Me Too Brasil confirmou que recebeu denúncias de assédio sexual contra o ex-ministro.

O caso inicialmente foi divulgado pelo portal Metrópoles, que afirmou que a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, estaria entre uma das vítimas.

De acordo com as denúncias, feitas de maneira anônima, os episódios incluíam beijos, uso de expressões inapropriadas e toques. Os casos teriam acontecido ao longo de 2023.

No mesmo dia, Almeida negou todas as acusações e diz que as denúncias não passam de “ilações absurdas” que teriam, como objetivo, tira-ló da pasta.

Ao mesmo tempo, o ex-ministro solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República que apurassem as denúncias de abuso sexual feitas contra ele.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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