Ministério da Saúde avalia ajuda humanitária à Venezuela; tragédia chega a 188 mortos
Ministério da Saúde estuda envio de insumos e equipes após dois tremores de grande magnitude que deixaram centenas de mortos e feridos na Venezuela

O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de enviar insumos e equipes de saúde para ajudar a Venezuela após dois terremotos em sequência. Os tremores ocorreram nesta quarta-feira (24), na região de Caracas, com magnitudes de 7,2 e 7,5.
O governo venezuelano informou, nesta quinta-feira (25), que já são 188 mortos, 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas presas sob escombros. Há também registro de 250 edifícios destruídos ou danificados.
O contato do Ministério da Saúde brasileiro com as autoridades venezuelanas está sendo intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que atua na coordenação da resposta ao desastre.
Até o momento, não há nenhuma ação oficializada, mas o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o contato foi iniciado desde ontem e que a iniciativa segue diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Seguindo as diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizemos contato com a Opas e com o Ministério da Saúde do nosso país vizinho, colocando-nos à disposição para qualquer ação humanitária”, disse em publicação nas redes sociais.
No evento de entrega de títulos definitivos a moradores do Assentamento Itamarati, em Ponta Porã (MS), nesta tarde, o presidente reforçou que após conversa com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, "vai enviar tudo o que for possível" e pediu que haja uma união para ajudar o povo venezuelano a sair desse desastre.
O presidente já pediu que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) avalie em conjunto com a Embaixada do Brasil que medidas e assistência o país pode oferecer à Venezuela. Além do Brasil, Estados Unidos, México, França, China e a União Europeia também manifestaram solidariedade à situação.
De acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 680 mil venezuelanos vivem no Brasil. Eles formam o maior grupo de estrangeiros no país, superando os portugueses.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



