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Mendonça manda soltar filho do ‘Careca do INSS’ com tornozeleira

Ministro do STF troca prisão preventiva por medidas cautelares e diz que detenção deixou de ser necessária na atual fase da investigação

Por, Brasília
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal • Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a soltura de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

Preso desde dezembro de 2025, Romeu terá de usar tornozeleira eletrônica e cumprir uma série de restrições. Entre elas estão a proibição de deixar o país e de manter contato, por qualquer meio, com outros investigados e testemunhas do caso.

Ele também não poderá frequentar instalações do INSS e da Dataprev. Para sair da comarca onde mora, precisará de autorização judicial.

Prisão é substituída por cautelares

Ao analisar o pedido da defesa, Mendonça afirmou que a prisão preventiva, embora tenha sido necessária em outro momento da investigação, não é mais indispensável na intensidade anterior.

 

O ministro levou em conta, entre outros fatores, o estágio atual da apuração e o fato de Romeu ter deixado as funções empresariais. Para Mendonça, os riscos apontados no processo podem ser controlados por medidas menos severas do que a prisão.

A decisão não encerra a investigação nem representa uma conclusão sobre a responsabilidade criminal de Romeu. O próprio ministro ressalta que a troca da prisão por medidas cautelares não significa absolvição.

Participação no esquema

Segundo a Polícia Federal, Romeu teria assumido um papel estratégico na organização investigada após a prisão do pai. A corporação afirma que ele atuava na administração de empresas ligadas ao esquema e teria participado de operações de lavagem de dinheiro e da criação de empresas para substituir negócios atingidos pelas investigações.

A PF também afirma que Romeu teria servido de ponte para a comunicação entre o pai e outros investigados, apesar de uma ordem judicial que proibia Antônio Camilo de manter contato com essas pessoas.

Segundo o material de apoio da investigação, Romeu se tornou sócio de ao menos quatro empresas ligadas ao pai e participou indiretamente de outras três. Os investigadores apontam que os negócios teriam sido usados para movimentar recursos obtidos com as fraudes.

A PF também identificou um salto na renda mensal de Romeu entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024: de R$ 1,6 mil para R$ 107,6 mil, segundo a investigação.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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