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Marina Silva pode deixar o Ministério de Meio Ambiente?

Correligionários da ministra do Meio Ambiente afirmam que, apesar da perda de poderes da pasta e da briga com o Ministério de Minas e Energia e a Petrobrás, Marina não pensa em deixar o posto

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Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede)
Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva  • Palácio do Planalto

A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), passa por um período difícil à frente da pasta. Depois de apoiar o veto do Ibama à exploração de Petróleo na Foz do Amazonas e enfrentar a ira de integrantes do governo e dos partidos de centro, Marina corre o risco de ter o Ministério esvaziado.

A Medida Provisória da Esplanada, que reorganiza as atribuições das pastas, retira do Ministério do Meio Ambiente a Agência Nacional das Águas (ANA) e Política Nacional dos Recursos Hídricos e passa para o Ministério da Integração Regional. A matéria foi aprovada na Comissão Mista nesta quarta-feira (25) e, na semana que vem, deve ser votada pelo plenário da Câmara e do Senado.

Fora do partido, há quem diga que, com o desgaste, Marina possa desistir da pasta, como ocorreu no segundo governo Lula, em 2008. Na época, a ministra deixou o cargo, após se sentir sem apoio da presidência para medidas como as de combate ao desmentamento. No atual governo, no entanto, correligionários afirmam que ela permanece firme e que não pensa em deixar o governo. “Não temos sinais disso por enquanto”, disse uma das fontes da coluna.

Dedo na ferida

“O que ela está fazendo é resistir. Com certeza Marina é a pessoa, dentro do Governo, que está mostrando que é necessária uma gestão ambiental diferente da que foi a de Bolsonaro”, afirmou um correligionário de Marina que acredita que ela ficará “fortalecida como figura”, “porque hoje a pauta ambiental tem muito mais importância que foi há 15 anos”.

Estratégia do Rede

O Rede vai usar suas forças estaduais para defender a política ambiental encampada por Marina. Em Minas, a deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede-MG) tem feito a defesa publicamente. O partido está mobilizado em torno da causa e, pelo que a coluna apurou, o objetivo é mostrar que o Presidente Lula foi eleito, entre os motivos, pelo clamor popular para com as políticas ambientais.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.