Marçal sobe o tom contra Bolsonaro após críticas: ‘cuida da sua vida’
Ex-coach quer disputar a presidência em 2026 e diz que ex-presidente tem que lutar para reverter inelegibilidade

O ex-coach e terceiro colocado no primeiro turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB) subiu o tom contra Jair Bolsonaro (PL) após ser citado em uma entrevista do ex-presidente. O empresário disse, em um vídeo, para Bolsonaro ‘cuidar de sua vida’ e que ele tem que trabalhar para reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível até 2030.
“Bolsonaro, toca a sua vida aí, irmão, seja candidato. Deixa eu em paz aí. Estou falando sério, eu gosto de você, fica tranquilo. Toca a sua vida, eu já vi que tem todos os bolsonaristas querendo se levantar contra mim. Eu estou de boa, eu vou fazer o que eu tenho que fazer aqui e em 2026 'nois' vê”, disparou.
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Marçal promete devolver medalha de ‘incomível, imbrochável e imorrível’ que recebeu de Bolsonaro
Marçal lembrou que Bolsonaro, por decisão da Justiça, não pode ser candidato à presidência em 2026. Para reverter a decisão, o PL, partido do ex-presidente, tenta aprovar um projeto de lei de anistia. Para Marçal, Jair Bolsonaro deve se concentrar em voltar à disputa e reverter a decisão, e não concentrar suas críticas a ele.
Desavenças desde as eleições
Pablo Marçal e Jair Bolsonaro vêm aumentando a tensão entre si desde as eleições municipais, quando o ex-coach ficou em terceiro lugar, atrás de Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). Na quarta-feira (30), o ex-presidente atribuiu a si o aumento da popularidade do ex-coach e disse se arrepender de ter dado uma medalha para o empresário em junho deste ano.
"Como começou a onda Marçal? Há três meses ele queria falar comigo, eu conversei com ele. Só ele e mais ninguém. Até dei uma medalha para ele, que foi onde eu errei".
Em outro momento, Pablo Marçal pediu de volta R$ 100 mil reais que doou para Bolsonaro na campanha contra Lula em 2022. Bolsonaro, por sua vez, disse que o empresário virou uma ‘dor de cabeça’ para seu grupo político.
“O pessoal da direita achou que eu estava com ele e não estava, não era verdade. Lamentavelmente isso aconteceu, depois foi uma dor de cabeça enorme para a gente mostrar que o nosso candidato era quem já vinha dando certo, quem tinha tudo para continuar um bom trabalho aqui em São Paulo e aconteceu”, disse, em alusão à vitória de Nunes em São Paulo.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.


