Maior recicladora de sucata da América Latina, Gerdau apresenta plano de descarbonização na COP28
Empresa pretende substituir uso de barragens e trocar transporte rodoviário por minerodutos

A Gerdau, maior produtora de aço brasileira, pretende buscar a neutralidade em emissão de gases de feito estufa a partir de 2030. Atualmente, mais de 70% da produção da empresa é feita a partir da reciclagem, fazendo da siderúrgica a maior recicladora de sucata da América Latina. A empresa reaproveita sucata metálica de fogão, carro e, na semana passada, arrematou uma plataforma inteira de petróleo da Petrobrás para transformar em aço. A companhia também é parceira de cooperativas de recicladores.
"A Gerdau já é a maior recicladora de sucata da América Latina, a gente vai continuar muito forte buscando soluções nesse sentido e também a busca por um minério de baixo carbono. A Gerdau tem projetos em Minas Gerais que buscam otimizar a nossa participação de minério com minério de alta qualidade, com menos emissão de gases de efeito estufa nas nossas operações e também num processo de mineração sustentável, sem uso de barragens, sem o uso de caminhões para transporte, pois vamos utilizar mineroduto [...] E tem também energias renováveis. A Gerdau está investindo em plataformas de energia solar no Norte de Minas Gerais por meio da New Wave Energia [...] A Gerdau que já é uma referência em gestão energética na produção de aço, com uma empresa cada vez mais parte das soluções aos dilemas e problemas da sociedade", explicou Pedro Torres, diretor Global de Comunicação e Relações Institucionais.
A empresa, que já substitui o carvão por biomassa de eucalipto, está entre as menores emissoras de gases de efeito estufa do setor no mundo. A companhia planta florestas de eucalípito e também consome de produtores parceiros. "A Gerdau é a maior empresa de aço brasileira e tem uma das maiores intensidades de emissão de gás de efeito estufa do mundo. Isso porque 71% da nossa produção é a base da sucata e 5% utiliza biomassa em substituição ao carvão mineral. Biomassa é essa que é plantada no estado de Minas Gerais. Somos pioneiros na utilização desse tipo de carbono renovável da biomassa nos processos siderúrgicos mais clássicos através da utilização na coqueria", explica Cenira Nunes, gerente geral de Meio Ambiente da Gerdau.
A partir do ano de 2030, a empresa vai buscar a neutralidade, que significa retirar da atmosfera a mesma quantidade de CO2 que é emitida. "A Gerdau estabeleceu sua meta em 2020, quando tínhamos uma intensidade de 0,93 toneladas de CO2 por tonelada de aço. Agora em 2022, atingimos o patamar de 0,86 toneladas de CO2 por tonelada de aço e temos como meta chegar a 0,82 no ano de 2031. Temos investido em eficiência energética operacional, energia renovável e uso de biomassa. E a partir de 2030, vamos buscar a neutralidade através de tecnologias disruptivas que precisam evoluir junto com as políticas públicas do nosso país", completa Nunes.
A siderúrgica apresentou um painel sobre descarbonização na terça (5) e fará uma apresentação nesta quarta (6) e outras duas na quinta (7). Todos os eventos são realizados no Pavilhão do Brasil montado pela Confederação Nacional da Industria (CNI).
Para Mauricio Metz, diretor industrial da Gerdau, a presença da companhia na COP28 ressalta o papel das organizações na liderança de discussões e reflexões junto aos diversos públicos.
"Com quase 123 anos de história, a Gerdau está comprometida em ser parte das soluções aos desafios e dilemas da sociedade, atuando de forma colaborativa na construção de um futuro mais sustentável para todo o planeta. Em razão de uma matriz de produção sustentável, produzimos aço, atualmente, com uma das menores médias de emissões de gases de efeito estufa da indústria global do aço e possuímos uma meta de redução para 2031, com a qual estamos evoluindo", afirma.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



