Lula lamenta troca de mulheres por homens no 1º escalão e diz que culpa é dos partidos
O presidente disse que nem todo partido tem mulheres para indicar

Após a demissão de Rita Serrano, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, o presidente Lula lamentou a saída, nesta sexta-feira (27), e disse que a culpa é dos partidos. "Acontece que quando a gente estabelece uma aliança com um partido politico, nem sempre esse partido tem uma mulher pra indicar", afirmou. A declaração foi feita durante um café com jornalistas.
Segundo o petista, quando o governo chegar ao fim o número de mulheres pode ser maior do que o de homens. Ainda de acordo com ele, a partir do próximo ano, com as eleições municipais e a saída de políticos para a disputa, muitos remanejamentos podem ocorrer. "Eu lamento porque o que eu quero estabelecer no governo e a ideia de que a mulher veio para a politica para ficar", amenizou o presidente.
Na última quarta-feira (25), Rita Serrano foi substituída pelo economista Carlos Antonio Vieira Fernandes, indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Na quinta (26), ela fez um desabafo pelas redes sociais dizendo que ficou "10 meses sob forte pressão" e relatando a dificuldade encontrada por mullheres em espaços de poder. "Espero deixar como legado a mensagem de que é preciso enfrentar a misoginia, de que é possível uma empregada de carreira ser presidente de um grande banco e entregar resultados, de que é possível ter um banco público eficiente e íntegro, de que é necessário e urgente pensar em outra forma de fazer política e ter relações humanizadas no trabalho”, disparou Serrano.
É a terceira vez que o governo retira uma mulher do primeiro escalão para dar espaço ao centrão. Na primeira troca saiu a ministra do Turismo, Daniela Carneiro(União Brasil-RJ) e entrou o deputado Celso Sabino (União Brasil-PA). Na segunda substituição, saiu a ministra do Esporte Ana Moser (sem partido) e entrou o deputado federal, André Fufuca (PP). Desta vez, saiu Rita Serrano (sem partido) foi substituída por uma indicação do Progressistas.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



