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Lula diz que relação com Trump é 'boa', mas que Rubio 'não gosta da América Latina'

Presidente afirma que secretário de Estado dos EUA faz coisas 'contrárias' ao que foi acordado com Donald Trump

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O presidente Lula (PT) diz acreditar que Marco Rubio, secretário de Trump, "não gosta do Brasil". • Ricardo Stuckert / PR e Molly Riley / Casa Branca.

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (17), em entrevista exclusiva à Itatiaia em Montes Claros, que o seu relacionamento pessoal com o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, é bom. Apesar da cordialidade e de dizer que os dois se tratam bem, o petista declarou que, após as reuniões — que terminam em clima amigável —, "aparece alguém que não está bem".

Lula atribuiu esse comportamento ao secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, a quem disse acreditar "não gostar da América Latina" e tampouco do Brasil. "Ele está sempre fazendo as coisas contrárias àquilo que o Trump acerta [conosco], não é? Nós acertamos com o Trump de fazer um acordo. Falei com o Trump de combatermos o crime organizado, ofereci a expertise da Polícia Federal brasileira e mostrei para ele o que estamos fazendo no combate ao crime organizado, ao Primeiro Comando da Capital [PCC] e ao Comando Vermelho [CV], sabe? Nunca mais ele me respondeu", avaliou.

Na última quarta-feira (16), um documento assinado por Trump e divulgado pela pasta chefiada por Rubio acusou o Brasil de ter falhado no combate às facções criminosas.

No relatório, enviado ao Congresso dos EUA na terça-feira (15), Donald Trump pede para que o governo Lula adote "com urgência, medidas enérgicas" para enfrentar o PCC e o CV, incluídos recentemente na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos. "Eu termino a conversa e entrego documentos daquilo que falei. Entreguei documentos sobre os minerais críticos, do comércio, do crime organizado, sobre a paz no Irã", afirmou Lula.

Na próxima semana, o presidente fará o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. O petista antecipou tópicos do texto afirmando que irá falar da "pouca representatividade" no Conselho de Segurança da ONU e da "falta de liderança no mundo para tomada de decisões". "O Brasil não se curvará à arrogância de nenhum presidente de um país do mundo. O Brasil fará aquilo que é de interesse do povo brasileiro. Nossa soberania e democracia são intocáveis. Aqui ninguém põe a mão. Trump sabe disso, já falei com ele três vezes, mas vamos esperar para ver. O ser humano tem muita imprevisibilidade", declarou.

Assista a entrevista na íntegra:

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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