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Lula diz que CPMI do 8 de janeiro é ‘por conta’ do Congresso: 'Faça a hora que quiser fazer’

Em Portugal, presidente da República evitou comentar a possível instalação do comitê e afirmou que futuro do GSI só será definido na volta ao Brasil 

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Em Portugal, Lula concedeu entrevista ao lado do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa
Em Portugal, Lula concedeu entrevista ao lado do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa • Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, neste sábado (22), que não vai emitir opinião sobre a possível Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar a invasão a prédios dos três Poderes da República, ocorrida em 8 de janeiro. Em Lisboa, capital de Portugal, onde cumpre agenda com lideranças lusitanas, o petista afirmou que a decisão de instalar, ou não, o comitê, cabe exclusivamente ao Congresso Nacional. 

“CPI é por conta do Congresso Nacional. Ele decide a hora que quiser decidir; (que) faça a hora que quiser fazer. O presidente da República não vota no Congresso Nacional. Não voto no Senado e não voto na Câmara. Os deputados decidem”, disse, em entrevista coletiva.

Ao ser questionado por um jornalista brasileiro a respeito dos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro, cujas imagens, nesta semana, culminaram na demissão do general Marco Edson Gonçalves Dias do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Lula afirmou que preferia tratar publicamente do tema após o fim da agenda internacional

Apesar da queixa, o presidente falou rapidamente sobre o futuro do GSI, mas garantiu que ainda não bateu o martelo a respeito da pasta. Gonçalves Dias perdeu o cargo após a divulgação, por parte da CNN Brasil, de imagens que mostram o general em meio aos manifestantes que tomaram o Palácio do Planalto durante o ato antidemocrático.

“O GSI, que é de minha responsabilidade, quando eu voltar, vou tomar a decisão que achar mais importante para o Brasil”, disse.

Investigação parlamentar tem apoio do governo, garantiu ministro

A divulgação das imagens de Gonçalves Dias fez integrantes do governo mudarem a percepção sobre a CPMI, antes defendida apenas pela oposição. Na quinta-feira (20), o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, falou sobre o assunto.

"Vamos orientar os líderes dos partidos da base a indicar membros para essa CPI. Vamos enfrentar este debate político que está tentando ser criado por aqueles que passaram pano para os atentados e terroristas do dia 8 de janeiro”, assegurou.

Na visão de parte dos governistas, a CPMI serviria para mostrar que o governo Lula não agiu para fomentar os atos antidemocráticos.

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