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Lula diz que terras raras não serão exportadas; prioridade é pesquisa

Presidente também criticou o orçamento engessado, pedindo desvinculação para a ciência, e reforçou a necessidade de investimentos na defesa do país

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (24), que o Brasil não pode ser um exportador de terras raras e minerais críticos, defendendo a priorização da pesquisa nacional para a exploração desses recursos. A declaração foi feita durante encontro com lideranças do sistema de ciência e tecnologia na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

"Nós nunca valorizamos a pesquisa, ciência e educação no Brasil. Nós não seremos exportadores de terras raras e minerais críticos, vamos resolver aqui, com pesquisa", disse o presidente, em linha com a posição de que o país deve ter Lula cobra controle sobre minerais estratégicos.

Lula também criticou o atual nível de engessamento do orçamento da União e fez um apelo ao Congresso Nacional para que desvincule os investimentos com pesquisas científicas do arcabouço fiscal. O presidente comparou o orçamento a "um cobertor de avião, você escolhe o que pode cobrir", destacando a necessidade de priorização.

"Não se vê um único jornal reclamando de pagar R$ 1 trilhão de dívida falando que é gasto. Gasto é sempre educação, né. As pessoas não gostam de investimento em pesquisa", declarou.

Segundo o presidente, o Sistema Único de Saúde (SUS) só ganhou a importância devida após a pandemia de Covid-19: "Precisou acontecer aquela desgraça para o SUS sair de cabeça erguida, uma autoridade que salvou muita gente".

Lula também defendeu que a pesquisa nacional seja priorizada para que o país permaneça "soberano" em relação aos cenários de guerra internacional, citando que a falta de pesquisa deixa o Brasil "fora da disputa vendo Trump e Xi Jinping brigando". A questão dos minerais raros, segundo o presidente, deve ser discutida com soberania após encontro com Trump.

O petista voltou a defender um plano de investimentos nas Forças Armadas para estabelecer "uma coisa séria" nas fronteiras com outros países e nas fronteiras marítimas. "Não acredito que com tanto tamanho a gente esteja tão desprovido de defesa. Vai que um dia invadem o Brasil? Para fazer coisa boa, não precisa pensar, mas para arrumar uma loucura, um sujeito não precisa pensar tanto. Vejamos a Guerra do Paraguai, que durou cinco anos", ponderou Lula, reiterando a necessidade de Lula sobre defesa e possível invasão.

Mais cedo, em outra agenda, Lula já havia afirmado que a área de defesa deve ser reforçada "para não deixar ninguém meter o nariz no país", já que há "loucos pelo mundo querendo fazer guerra".

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