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Lula busca reduzir ruídos com Trump em encontro nos EUA, diz Alckmin

Petista tenta ampliar diálogo com os Estados Unidos em meio a impasses sobre tarifas, crime organizado e minerais estratégicos

Por, Brasília
Presidente em exercício, Geraldo Alckmin
Presidente em exercício, Geraldo Alckmin • André Neiva/STF

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (7) que a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve abrir “muitas oportunidades” comerciais para o Brasil e ampliar a aproximação entre os dois países.

Durante agenda em Fortaleza, no 10º Salão do Turismo, Alckmin comentou a viagem de Lula a Washington ao falar sobre comércio exterior e acordos internacionais. Segundo ele, o petista busca fortalecer relações econômicas com os americanos em meio às discussões sobre tarifas de exportação e ampliação de mercados para produtos brasileiros.

“Hoje nós estamos com metade da exportação brasileira para os Estados Unidos zerada. Não tem imposto. E 20 e poucos por cento com 10%. Então isso também ajuda estados exportadores”, afirmou o vice-presidente.

O encontro entre Lula e Trump ocorre após meses de tensão diplomática e comercial entre os dois países. A reunião, inicialmente prevista para março, havia sido adiada em razão da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

 

Segundo integrantes do governo brasileiro, Lula tentará reduzir desgastes recentes na relação bilateral e abrir um canal de diálogo direto com Trump. Entre os temas sensíveis estão o tarifaço promovido pela gestão republicana, a possibilidade de facções criminosas brasileiras serem classificadas como organizações terroristas pelos EUA e a disputa em torno da exploração de minerais críticos.

Alckmin também associou a agenda de Lula ao acordo entre Mercosul e União Europeia, tratado defendido pelo governo brasileiro como uma das principais apostas econômicas do ano. O vice-presidente classificou o entendimento como “o maior acordo entre blocos do mundo”, envolvendo 720 milhões de pessoas e cerca de um quarto do PIB global.

Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais tende a produzir reflexos indiretos sobre o turismo e a circulação de pessoas.

“O ganha-ganha não é só comércio exterior. É também cultural, social e turístico”, disse.

Lula desembarcou na noite de quarta-feira (6) na base aérea de Andrews, nos arredores de Washington. A comitiva brasileira inclui os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima (Justiça), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio