Justiça dá 10 dias para Rosangela Moro explicar mudança de domicílio eleitoral
Deputada federal foi eleita por São Paulo, mas trocou registro para o Paraná. PT aponta infidelidade domiciliar

A deputada federal Rosangela Moro (União Brasil) tem 10 dias para explicar sua transferência de domicílio de São Paulo para o Paraná. A ordem é da juíza Cristine Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba. Trata-se de uma ação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A transferência aconteceu a reboque da possibilidade de cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), marido da deputada. A saída forçaria uma nova eleição para a terceira vaga paranaense no Senado. Rosangela poderia disputar o posto.
“Quando pensavam estar na crista da onda, (Rosangela e o esposo) mudaram para São Paulo, porque achavam o Paraná pequeno demais pra eles. Quando o plano de ser candidato a presidente deu com os burros n’água, o ex-juiz parcial teve de voltar correndo. Agora que vai ser cassado, por causa dos crimes eleitorais que cometeu, traz a mulher de novo, para ser candidata na vaga dele”, criticou Gleisi.
Rosangela, então, respondeu: “Chora, Gleisi”.
Horas depois, Sergio Moro também se manifestou: “Nem tem eleições no horizonte, mas é digno de nota o medo que o PT tem de Rosangela. Chora, PT.”
Por que Moro pode ser cassado?
O mandato de Sergio Moro no Senado Federal está ameaçado porque ele é acusado, por PT e PL, de abuso de poder econômico na pré-campanha eleitoral de 2022. O ex-ministro refuta as acusações. Os partidos defendem que Moro seja cassado e se torne inelegível por oito anos. Assim, nova eleição ao Senado teria de ocorrer no Paraná. O julgamento está marcado para começar em 1º de abril.
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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



