Julgamento no STF: Garnier não tinha o poder de colocar tropas da Marinha nas ruas, diz advogado
Ex-comandante da Marinha é um dos denunciados pela PGR e pode se tornar réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado

O ex-senador Demóstenes Torres, advogado do ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos no julgamento que ocorre nesta terça-feira (25), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o almirante da reserva não tinha autonomia para mobilizar as tropas para um eventual golpe de Estado. Além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Garnier é um dos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pode se tornar réu.
Assista ao julgamento de Bolsonaro no STF
A denúncia enviada pela PGR ao STF aponta que Garnier teria aderido ao plano de golpe de Estado e que, segundo ele, a Marinha estaria 'coesa' em apoio à iniciativa.
O advogado do ex-comandante da Marinha, no entanto, alega que ele não teria o poder de colocar as tropas nas ruas. "Qual a verdade, senhores? As tropas da Marinha só podem ser movimentadas com a autorização do Comando de Operações Navais. E o comandante do Comando de Operações Navais, era o atual comandante da Marinha, Olsen (Marcos Sampaio Olsen)", afirma.
Editor de Política. Formado em jornalismo pela Newton Paiva e pós-graduado em comunicação empresarial pela Universidad de Barcelona (ESP). Já trabalhou no Lance!, no Diários Associados e em O Tempo.


