Julgamento do golpe: ministros do STF rejeitam pedidos para anular delação de Mauro Cid
Advogados também pediram o afastamento de Moraes, Zanin e Dino do julgamento, assim como um novo julgamento no plenário da corte

Na primeira fase do julgamento do chamado “núcleo 2” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta terça-feira (22), todas as preliminares apresentadas pelas defesas dos acusados. A análise trata de uma possível tentativa de golpe de Estado, em 2022, articulada por ex-integrantes do governo Bolsonaro e autoridades da segurança pública.
A sessão foi aberta pelo presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, seguida pelo relatório de Alexandre de Moraes e pela sustentação oral do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em seguida, os advogados de defesa começaram a se manifestar, tentando afastar seus clientes das acusações.
Após as manifestações, os ministros votaram e rejeitaram por unanimidade cinco preliminares que tentavam suspender ou alterar o andamento do julgamento, como a anulação da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e o impedimento dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
A execessão nas unanimidades foi quanto ao pedido para o julgamento no plenário da corte, que teve o aval do ministro Luiz Fux, mas foi voto vencido.
A sessão foi interrompida às 12h34 e será retomada às 14h. A análise poderá se estender até quarta-feira (23), caso necessário.
O STF decidirá se aceita a denúncia da PGR contra seis acusados por crimes como tentativa de golpe, dano ao patrimônio e envolvimento em organização criminosa.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



