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Julgamento de Bolsonaro: Moraes cita organização criminosa ‘covarde’ e 'traiçoeira'

Durante leitura, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da ação defende soberania nacional e cita supostas tentativas de coagir STF

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Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal • Antonio Augusto/STF

Na leitura de seu relatório no primeiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso, Alexandre de Moraes, citou, sem dar nomes, a atuação do que chamou de “organização criminosa” que tentou “coagir o poder judiciário brasileiro”.

‘Soberania Nacional’

Moraes também afirmou que o STF se mantém firme diante das atuações externas e à pressão do julgamento. “O Supremo Tribunal Federal sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional e seu compromisso com a democracia, os direitos fundamentais, o Estado de Direito, a independência do poder judiciário nacional e os princípios constitucionais brasileiros”, disse.

As declarações foram dadas no primeiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas por tentativa de golpe de Estado, que teria sido tentado após as eleições gerais de 2022 que acontecem a partir desta terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os réus são acusados de cinco crimes, dentre eles tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. As penas somadas podem chegar aos 40 anos de prisão.

"A independência judicial constitui um direto fundamental dos cidadãos, inclusive o direito a todos de uma tutela judicial efetiva e ao processo e julgamento por um tribunal independente e imparcial, pois não se consegue conceituar um verdadeiro estado democrático de direito sem a existência de um poder judiciário autônomo para que exerça sua função de guardião da constituição e das leia. É um princípio inflexível da Constituição brasileira a independência do poder judiciário em defesa do país”, seguiu Moraes.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.