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Julgamento de bolsonarista que matou tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu teve início nesta terça (11)

O ex-policial penal é acusado de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e perigo comum, já que a promotoria alega que o crime teria motivações políticas

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MP recorre e pede que bolsonarista que matou petista no Paraná volte ao presídio • Reprodução | Redes Sociais.

O ex-policial penal Jorge Guaranho, acusado de assassinar o guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, começa a ser julgado nesta terça-feira (11) em Curitiba.

O crime aconteceu em julho de 2022, durante a festa de aniversário da vítima.

Guaranho é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e perigo comum. A promotoria alega que o assassinato foi motivado por divergências partidárias, já que o ex-policial invadiu a celebração, que tinha como tema principal o presidente Lula (PT), fazendo ofensas ao Partido dos Trabalhadores.

A defesa do ex-policial nega o caráter político do assassinato.

Julgamento

O júri desta terça-feira começou às 10h, no Tribunal do Júri de Curitiba, com a convocação dos 25 jurados e 55 suplementes. Sete delas são escolhidas para compor o Conselho de Sentença.

O julgamento, que teve início após três adiamentos, pode se estender até quinta-feira (13).

Ao longo dos próximos dias, serão ouvidos:

  • Daniele Lima dos Santos, vigilante que estava perto do local do crime.
  • Alexandre José dos Santos, amigo da vítima.
  • Francielle Sales da Silva, esposa do ex-policial acusado.
  • Márcio Jacob Muller Murback, amigo de Guaranho.
  • Pâmela Suellem Silva, companheira da vítima.
  • Leonardo Miranda Arruda, filho da vítima.
  • Edemir Alexandre Riquelme, amigo de Arruda.

O réu será o último a ser ouvido.

Relembre o caso

Marcelo Arruda foi morto durante a comemoração dos seus 50 anos, no dia 9 de julho de 2022, ano de eleições gerais marcadas pela disputa entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Guaranho invadiu a festa gritando "Bolsonaro" e "mito". Arruda foi morto a tiros e o autor foi preso em flagrante.

O caso ganhou repercussão nacional e Lula, na época ainda candidato, se encontrou com a família e prestou solidariedade. Já Bolsonaro disse que a morte foi motivada por uma "briga estúpida, sem razão".

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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