Cury defende uso de influenciadores nas embaixadas brasileiras: ‘Precisamos repaginar'
Na avaliação do candidato, embaixadas precisam melhorar a comunicação do país no exterior e propõe uso de tecnologia para acelerar socorro a mulheres ameaçadas

O uso de influenciadores digitais para ampliar a divulgação do Brasil no exterior foi defendido por Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência da República, neste sábado (29), durante sabatina do Jornal Nacional.
Na avaliação de Cury, o país não consegue apresentar adequadamente ao exterior suas potencialidades econômicas, ambientais e tecnológicas e profissionais das próprias representações diplomáticas, poderiam ser treinados para atuar também na comunicação digital, além da possibilidade de recorrer a influenciadores em países considerados estratégicos.
“Nós precisamos repaginar as embaixadas brasileiras e influenciadores digitais podem ser importantes", declara. O candidato disse, porém, que a proposta não necessariamente significaria ampliar gastos com novas contratações. Segundo ele, embaixadores e funcionários poderiam ser capacitados para desempenhar esse papel. “Deveríamos treinar os embaixadores e também os colaboradores para serem influenciadores, para vender melhor o Brasil lá fora, porque o Brasil não é vendido bem lá fora”, disse.
Cury disse ainda pretender apresentar o país como mais do que um grande produtor de alimentos, destacando também áreas como bioenergia, conhecimento e tecnologia.
Augusto Cury defende drones contra feminicídio
Cury foi questionado sobre sua proposta de utilizar drones para proteção a mulheres vítimas de feminicídio, na qual uma mulher em situação de ameaça poderia acionar um botão de emergência pelo celular, permitindo o envio de sua localização à força de segurança mais próxima. “Ela se sente ameaçada, violentada, toca o dedo lá no botão de alerta e gera o georreferenciamento na delegacia mais próxima para que o agente de segurança possa socorrê-la”, explica.
Sobre como drones poderiam impedir crimes que frequentemente acontecem dentro de casa, Cury diz que o recurso poderia produzir um alerta e ajudar a acelerar a resposta policial. “Isso pode evitar que o predador, que age rapidamente, possa matá-la ou agredi-la."
Na sequência, contudo, o próprio candidato pediu que a discussão não se concentrasse apenas no equipamento. “Esquece a questão do drone, por favor. Vamos voltar para a proteção da mulher”, afirmou, ao reforçar que o principal objetivo seria reduzir o tempo entre o pedido de socorro e a chegada da polícia.
Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público



