Joice Hasselmann é acusada de assédio moral e 'rachadinha' por ex-assessora
Antiga funcionária diz que ex-parlamentar ficava com parte de seus salários para arcar com despesas pessoais

A ex-deputada federal Joice Hasselmann é acusada, por uma ex-assessora, de praticar assédio moral e praticar “rachadinha” de salário. A denúncia partiu de Juliana Christine Pereira Bejes, que trabalhou com a ex-parlamentar entre 2021 e o fim do ano passado. Joice foi eleita em 2018 pelo extinto PSL, mas passou parte do mandato no PSDB.
Ao UOL, Juliana acusou Joice de ficar com parte de seu salário para pagar despesas pessoais, como a faculdade da filha. A ex-assessora diz que recebia R$13,5 mil ao mês, mas tinha de devolver parte das cifras. A mulher afirma ter ficado com os vencimentos de apenas dois meses.
Joice nega as acusações e garante ser vítima de uma tentativa de extorsão por parte de Juliana e o marido. Eles teriam pedido R$ 300 mil para não apresentar provas forjadas para comprovar ilicitudes que não foram cometidas.
Juliana diz ter pago, de forma adiantada, seis mensalidades da faculdade da filha de Joice — R$ 31 mil, ao todo. Depois disso, segundo o acordo relatado pela ex-assessora, ela poderia ficar com os salários de R$ 13,5 mil na íntegra.
“Assim que o dinheiro caiu na conta, ela me exonerou. No dia da festinha de aniversário do meu filho. Fui exonerada, não recebi o salário e nunca recuperei meu dinheiro”, protestou a antiga funcionária de Joice.
A ex-assessora ainda acusou a ex-patroa de tentar usá-la como candidata “laranja” a deputada estadual para ficar com os recursos do Fundo Partidário. A mulher afirmou, ainda, ser alvo de ações de assédio, como a necessidade de limpar um flat em São Paulo (SP) em um dia de Natal.
Joice rebate acusações
Ao tratar das acusações, Joice Hasselmann disse que Juliana e o marido são “achacadores”. Ela conhecia o casal desde que morava em Curitiba (PR).
“Quando acabou a eleição e eu perdi a eleição, eles me procuraram, esses dois canalhas, esses dois bandidos, e me pediram dinheiro. Disseram que armaram uma série de provas contra mim e me pediram dinheiro para ficarem calados. Queriam pelo menos R$ 300 mil para irem embora para Curitiba”, protestou.
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