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'Inapropriado e inoportuno', classifica Pacheco sobre fala de Barroso a respeito do bolsonarismo

Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) criticou declaração do ministro Luis Roberto Barroso, do STF, durante evento da UNE nessa quarta-feira (12) 

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Rodrigo Pacheco (PSD-MG) criticou declaração do ministro Luis Roberto Barroso
Rodrigo Pacheco  • Pedro Gontijo | Agência Senado

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) classificou a declaração do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), como "infeliz, inadequada e inoportuna". O parlamentar referia-se ao discurso do ministro em encontro da União Nacional dos Estudantes (UNE) na noite dessa quarta-feira (12), quando Barroso rebateu manifestantes que protestavam contra ele e afirmou: "nós derrotamos a ditadura e o bolsonarismo".

Pacheco criticou a declaração em meio à tentativa de pacificação do país e garantiu que irá apreciar o pedido de impeachment do ministro se o documento chegar às mãos dele. "A presença de um ministro em um evento de natureza política e a fala de natureza política é algo que reputo infeliz, inadequado e inoportuno", disse. "Espero que haja retratação no alto de sua cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal e prestes a assumir a presidência da Suprema Corte", indicou.

"Pedidos de impeachment devem ser individualmente analisados. Havendo o pedido, naturalmente me caberá apreciar com toda a decência que se exige em uma apreciação dessa natureza", detalhou Pacheco. O presidente do Congresso alegou também saber sobre a movimentação da oposição para coletar assinaturas à procura de protocolar o pedido de impeachment do ministro.

Pacheco, entretanto, declarou que acredita em conciliação após a declaração de Barroso e cravou que, se não acatar o pedido da oposição, não significará que concorda com a postura do membro do STF. "Impeachment é sempre algo negativo, mas, não significa que uma decisão negativa seja um movimento de concordância com determinadas posturas", afirmou.

Declaração de Barroso sobre bolsonarismo

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou de um encontro da União Nacional dos Estudantes (UNE) nessa quarta-feira (12) e, após ser vaiado, afirmou: "Nós derrotamos a censura. Nós derrotamos a tortura. Nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas".

A declaração gerou mal-estar entre políticos de oposição e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que na noite passada começaram a articular a coleta de assinaturas para apresentar um pedido de impeachment do ministro ao Congresso Nacional.

Nota do STF. A assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta quinta-feira (13) uma nota explicando que a fala do ministro Luís Roberto Barroso sobre "derrotar o bolsonarismo" se tratava de uma referência ao voto popular e não sobre a atuação de qualquer instituição.

(Com Marcelo da Fonseca)

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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