Impeachment de Moraes, dívida de MG e PEC da Segurança: Marília Campos avalia como será o trabalho no Senado a partir de 2027
Senadora eleita por Minas Gerais, Marília Campos (PT) afirmou em entrevista exclusiva à Itatiaia, nesta segunda-feira (12), que instituições da República precisam tomar medidas para garantir que regras de conduta e éticas sejam seguidas por seus membros

A ex-prefeita de Contagem e senadora eleita por Minas Gerais, Marília Campos (PT), defende que as instituições tomem as medidas necessárias para seguir suas condutas éticas e evitar um enfraquecimento da democracia no país.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia, na manhã desta segunda-feira (12), Marília afirmou que não será a favor de “passar a mão na cabeça” de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que cometeram ilegalidades, mas ressaltou que o próprio tribunal pode tomar medidas para recuperar sua credibilidade junto à população.
“Eu espero que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome as medidas cabíveis a todos os ministros. Assim como a Câmara faça o mesmo com deputados, que também foram beneficiários do esquema do Vorcaro. Os relatórios feitos pela Polícia Federal estão à disposição do STF. Enquanto Poder da República, o Supremo pode tomar as medidas cabíveis, de afastar ministros e estabelecer as punições necessárias aos que descumpriram as regras e a legislação. Agora, se isso não acontecer, caberá ao Senado Federal tomar as medidas. Eu serei uma senadora que estarei à frente desse processo, porque não podemos passar a mão na cabeça de ninguém”, afirmou Marília Campos.
Com uma bancada majoritariamente de direita no Senado, a cobrança pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes ganhou força deste o último domingo, após as eleições. Vários senadores eleitos já declararam que a pauta será prioritária em 2027.
“Cada Poder tem que se fortalecer, cada um tomar conta de si, isso é fortalecer a democracia. Cada poder estabelecendo suas condutas e pautas éticas. Na medida que um Poder se acovarda, isso enfraquece o sistema democrático. Por isso, espero que o STF tome suas medidas, se não tomar, o Senado tomará e isso é o enfraquecimento do Supremo. Defendo, inclusive, que reformas sejam feitas no STF e também no Legislativo”, continuou Marília.
A senadora eleita, no entanto, afirmou que outras pautas importantes para o país sejam discutidas, uma vez que são temas urgentes e importantes para a população.
“Acredito que o Senado, além dessa pauta (de impeachment de ministros do STF), tem outras pautas, como o orçamento, a dívida dos estados com a União, a PEC da Segurança Pública, a PEC da redução da jornada, que espero que seja votada nesta quarta-feira, essas pautas precisam ser discutidas também”, avaliou.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.



