Em meio à polêmica, Lula e Flávio Bolsonaro não vão à Aparecida
Avaliação das duas campanhas presidenciais é para evitar entrar em polêmica religiosa e não correr o risco de serem acusadas de oportunismo eleitoral ao comparecer ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo

Os candidatos à presidência da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não vão comparecer nesta segunda-feira (12) ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.
Nos bastidores, a apuração é de que as duas campanhas evitaram entrar em polêmica e não querer correr o risco de serem acusadas de oportunismo eleitoral ao comparecer ao Santuário Nacional.
Apesar de não comparecerem a Aparecida, os dois políticos participam de atos religiosos nesta segunda-feira (12), em Brasília, o que está sendo considerado um gesto das duas campanhas à comunidade católica brasileira.
Lula assiste à missa em homenagem à Nossa Senhora Aparecida na capela do Palácio da Alvorada. Já Flávio participa de uma missa na Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios.
Entenda a polêmica
A padroeira do Brasil virou tema de campanha no 1º dia da disputa pela presidência da República. O presidente Lula afirmou que Flávio Bolsonaro poderia tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida - atribuição que é do Vaticano, e não da Presidência da República, segundo especialistas.
Flávio Bolsonaro afirmou que nunca havia feito nenhuma declaração neste sentido e acusou o petista de estar espalhando fakenews, notícias falsas.
O tema ganhou repercussão após uma jornalista da GloboNews fazer menção a um suposto projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. No entanto, poucas horas depois, a emissora veio à público e informou que não havia nenhum projeto em tramitação que discutia o tema.
Em posicionamento oficial, a emissora informou que o projeto mencionado foi apresentado em 2007 e arquivado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 2008.
Nota da GloboNews exibida sobre o assunto na programação:
“Uma correção: nesta quinta-feira (24/09), no GloboNews Em Pauta, a jornalista Maria Cristina Fernandes falou de um movimento na Igreja Católica em suposta reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Essa proposta foi apresentada em dezembro de 2007, mas arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2008. Nós pedimos desculpas pelo erro.”
Projeto foi apresentado por deputado do PMDB e arquivado em 2008
O projeto mencionado foi apresentado pelo deputado federal, Professor Victório Galli, à época filiado ao antigo PMDB. Na prática, o Projeto de Lei 2.623/2007 pretendia mudar a lei do feriado do dia 12 de outubro e trocar a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". Porém, o projeto foi arquivado pela mesa diretora da Câmara dos Deputados, em 2008.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



