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‘Minha vitória mostra que a luta por mais mulheres na política está valendo a pena’, diz Marília Campos

Ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) foi eleita para o Senado Federal com 3.990.864 votos e assumirá a cadeira na Casa Alta a partir de 2027. Ela apontou a discussão sobre a dívida de Minas com a União como pauta prioritária para seu mandato

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Marília Campos foi eleita senadora por Minas Gerais
Senadora eleita por Minas Gerais, Marília Campos (PT) • Itatiaia

A senadora eleita Marília Campos (PT) apontou o aumento de mulheres no parlamento como uma vitória importante conquistada na eleição de 2026 e que indica o sucesso de um trabalho por maior representatividade no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

Neste ano foram eleitas 109 deputadas federais, 12 senadoras e 218 deputadas estaduais, um aumento considerável em relação ao pleito anterior. Marília Campos será apenas a segunda mulher eleita por Minas Gerais para representar o estado no Senado, em mais de 200 anos. Ela repete o feito de Júnia Marise, em 1990. 

“Nossa luta está valendo a pena. A luta por mais mulheres na política, pelo fortalecimento da democracia, com mais mulheres, negros e negras no parlamento e na política. E também para termos melhores condições de votar as pautas específicas das mulheres no país”, afirmou Marília.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia, na manhã desta segunda-feira (12), Marília agradeceu a confiança do povo mineiro e apontou as discussões sobre a dívida de Minas como pauta prioritária de seu mandato a partir de 2027.

“Temos uma questão fundamental para Minas, que é a questão da dívida com a União. Essa dívida está em torno de R$ 212 bilhões o que traz um desembolso em torno de R$ 12 bilhões, o que compromete a capacidade do estado de investir no que as pessoas mais precisam, estradas rurais, rodovias, segurança, saúde. Toda cidade quer desenvolvimento. Então, para recuperar essa capacidade de investimento, precisamos levantar esse debate no Senado. Me proponho a ser articuladora deste processo, fazer um pacto por Minas, com todos os partidos e lideranças para sensibilizar o governo federal que precisamos de medidas adicionais ao Propag para conseguir reduzir a dívida de Minas”, avaliou a senadora eleita por Minas.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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