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Homem-bomba que atacou STF tem processos na Justiça, entre eles, um por violência doméstica

Francisco Wanderley Luiz morreu após arremessar explosivos caseiros de pequeno impacto no prédio do STF e deitar sobre uma delas

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Homem-bomba que atacou STF tem processos na Justiça, entre eles, um por violência doméstica. • Bruno Peres | Agência Brasil | Redes Sociais

O homem que lançou artefatos e morreu após detonar explosivos na Praça dos Três Poderes, nessa quarta-feira (13), já respondeu a diversos processos na Justiça, como infração de medida sanitária e pertubação de sossego alheio em 2022. Francisco Wanderley Luiz também já foi fichado por violência doméstica na delegacia de Polícia Civil de Rio do Sul (SC) em 2013.

Morador da cidade do interior catarinense, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, morreu após arremessar bombas caseiras de pequeno impacto no prédio do STF e deitar sobre uma delas. O corpo dele e o local do crime passaram toda à noite sendo periciados pelas polícias Federal e Civil do Distrito Federal, que apuram o caso.

Francisco chegou a ser denunciado em 2022 por descumprir medidas sanitárias contra a Covid-19. De acordo com o Ministério Público catarinense, ele promoveu uma festa em um estabelecimento comercial de sua propriedade em meio à pandemia em 20 de junho de 2021.

Ele foi acusado de “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”, mas o juiz considerou a denúncia “improcedente” e o absolveu.

Em 2022, Wanderley Luiz assinou um termo circunstanciado na Polícia Civil de Santa Catarina por promover “barulho excessivo” e perturbar a vizinhança. Ele foi enquadrado no artigo 42, da Lei de Contravenções Penais, que prevê prisão de quinze dias a três meses a quem “perturbar alguém o trabalho ou o sossego alheio, com gritaria ou abusando de instrumentos sonoros, ou sinais acústicos”. O caso também terminou sendo arquivado pela Justiça.

Na sua ficha de antecedentes criminais consta um processo antigo, de 2013, por violência doméstica (Art. 129 inciso 9 do Código Penal). Ele ficou detido por 2 meses 29 dias sendo liberado com a condição de não sair da região da Comarca sem autorização.

Veja o momento da explosão em frente ao STF

Nas imagens, é possível ver o homem caminhando em direção ao prédio da Suprema Corte. Ele para em frente à estátua da Justiça, localizada na fachada do STF.

Enquanto ele mexe em uma mochila que carregava consigo, um agente de segurança sai do edifício e se dirige em direção ao suspeito. Francisco, então, arremessa um artefato na escultura e corre do agente. Logo depois, ele arremessa um artefato explosivo e outros seguranças tentam se aproximar.

Outros objetos explosivos são arremessados. Por fim, o homem acende o que seria uma bomba e deita no chão. Pouco após a confirmação da explosão, as autoridades confirmaram que Francisco Wanderley estava morto.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.