Itatiaia

‘Havia um pacto entre o ex-presidente, Ibaneis, PM e Exército’, diz Lula sobre atos no dia de sua diplomação

Presidente afirmou que houve anuência do Estado para protestos que começaram no dia 12 de dezembro, em Brasília

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Presidente Lula • Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que os atos de vandalismo que aconteceram no dia 12 de dezembro, quando ele foi diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aconteceram com a anuência do estado.

Em entrevista ao jornal “O Globo”, Lula afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e as polícias do DF e do Exército fizeram um pacto contra sua diplomação.

No dia, extremistas queimaram veículos nas ruas de Brasília e houve uma tentativa de invasão na sede da Polícia Federal.

“Tinha havido aquela atuação canalha que envolveu, inclusive, gente de Brasília. Quando tacaram fogo no ônibus no dia em que fui diplomado. Eu estava no hotel assistindo a eles queimando ônibus, carros, e a polícia acompanhando sem fazer nada. Havia na verdade um pacto entre o ex-presidente da República (Jair Bolsonaro), o governador de Brasília (Ibaneis Rocha) e a polícia, tanto a do Exército quanto a do DF (Distrito Federal). Isso havia, inclusive com policiais federais participando. Ou seja, aquilo não poderia acontecer se o Estado não quisesse que acontecesse”, afirmou o presidente Lula.

A possível omissão de policiais militares do DF nos ataques do dia 12 de dezembro estão sendo investigadas e são parte de uma ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Sete policiais estão presos preventivamente até hoje. A PM do DF negou as acusações e, por meio de nota, informou que é uma instituição de Estado e não de governo.

O governador do DF, Ibaneis Rocha, não comentou as declarações de Lula.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a assessoria do ex-presidente Jair Bolsonaro para comentar as declarações de Lula, mas até o momento, não houve retorno.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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