Sem Republicanos e PSD, ex-secretário de Zema será candidato avulso ao Senado
Apesar de coligados, União e PSD lançarão Aro e Viana separados

Depois do racha na chapa do governador Mateus Simões (PSD), um movimento inédito está em curso nas eleições em Minas Gerais. Apesar de o PSD e a federação União Brasil/PP estarem coligados, os dois partidos lançarão candidaturas avulsas ao Senado.
O rompimento do ex-secretário de Romeu Zema, Marcelo Aro (PP), com Simões, após a filiação de Viana ao PSD e sua apresentação para a disputa ao Senado, fez com que as duas legendas optassem por não incluir os senadores na chapa.
Com isso, a chapa ficou com a seguinte configuração: Mateus Simões (PSD) para governador, Danillo de Castro (União) para vice e Marco Antônio Superman (Novo) para o Senado. Enquanto isso, as candidaturas de Viana e Aro serão apresentadas em separado, e cada um ficará com o tempo de TV e os recursos de seu próprio partido, sem fazer agendas conjuntas.
Histórico
A briga ficou pública após a filiação de Viana ao PSD. Aro entendeu que os dois não poderiam estar na mesma chapa por dividirem votos e iniciou uma articulação com outros partidos na tentativa de levar a federação e o próprio nome para outro grupo.
O ex-deputado federal chegou a ser cotado para ser candidato ao Senado e ao Governo na chapa de Cleitinho (Republicanos). As articulações acabaram não funcionando, e Aro foi taxado de traidor por Simões, que disse que ele já queria sair da aliança com o PSD e usou Viana como desculpa. Aro também foi acusado na chapa de Cleitinho. Aliados do senador disseram que o ex-deputado lançou sinais cruzados e fez pressão com o intuito de ficar com a cabeça de chapa.
Com a movimentação, a leitura dentro da própria legenda é que Aro ficou isolado, mas não desamparado e, por isso, a legenda optou pela candidatura avulsa.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



