Projeto que discute recriação do DPVAT é adiado após pedido do governo
Proposta seria discutida nesta quarta-feira, na CCJ do Senado, mas falta de consenso sobre jabuti no texto fez com que o texto fosse retirado de pauta

Por falta de consenso a respeito do tema, a análise do Projeto de Lei que recria o seguro obrigatório para vítimas de acidente de trânsito, conhecido como DPVAT, foi retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O ponto em discussão é um jabuti - emenda que não tem relação com o texto original - inserido no projeto e que, na prática, autoriza o governo federal a aumentar as despesas em R$ 15 bilhões neste ano.
O adiamento da discussão foi sugerido pelo líder do governo na Casa e relator da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA). O texto enfrenta resistências entre parlamentares da oposição, especialmente em relação a esse ponto que trata sobre o aumento das despesas, o que contraria o projeto do Arcabouço Fiscal aprovado pelo Congresso no ano passado.
Como a matéria não tramita em regime de urgência, a discussão deve ser retomada na próxima sessão da CCJ, ou assim que houver acordo entre os parlamentes.
O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), apresentou relatório favorável à matéria. Mas o voto não chegou a ser lido na reunião desta quarta-feira.
Volta do DPVAT: o que muda?
Como nenhuma outra fonte de abastecimento desse seguro foi proposta, o governo alertou sobre os recursos do fundo acabou neste ano, e em resposta, enviou um projeto de lei complementar ao Congresso para a reintrodução do seguro.
O texto também estabelece que entre 35% e 40% do valor arrecadado pelo fundo seja repassado aos municípios e estados onde houver serviço municipal ou metropolitano de transporte público coletivo. Os valores das indenizações serão determinados pelo Conselho Nacional de Seguros Privados, mantendo a Caixa como gestora do fundo. O valor que deverá ser pago anualmente pelos motoristas ainda não foi determinado.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



