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Governo Federal vai instalar ‘gabinete’ permanente em Roraima para lidar com crise Yanomami

Presença ostensiva da Forças Armadas e da Polícia Federal na região é vista como fundamental para evitar a volta dos garimpeiros ilegais que atuam na região

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Governo tem prestado assitência humanitária na região desde 2023 • Leo Otero/ MPI

O governo federal definiu nesta terça-feira (09) uma série de ações que serão tomadas ao longo de 2024 para lidar com a crise humanitária que assola o território indigena Yanomami, em Roraima. Além de uma ‘casa de governança’ que funcionará como uma escritório do governo na região, também estão previstas ações permanentes do Exército Brasileiro e da Polícia Federal no combate ao garimpo ilegal no território - raiz do problema envolvendo os Yanomami.

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“Vamos migrar de ações e incursões esporádicas para uma presença permanente das Forças Armadas e da Polícia Federal, por isso, nós iremos em 30 dias, junto com o Ministério da Defesa e a Polícia Federal, estruturar e reestruturar a ocupação das Forças Armadas e da PF na região”, disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

A presença de garimpeiros ilegais na região já havia sido denunciada pelo Ministério Público Federal em 2023. Em uma dos inquéritos conduzidos pelo órgão, a atividade irregular é relacionada com organizações criminosas que dão suporte logístico, financeiro e de armamentos para que os garimpeiros sigam enfrentando os agentes estatais.

Saúde e independência

Ainda segundo Rui Costa, o governo também deverá investir ao longo de 2024 na construção de uma nova sede para atendimento médico do povo Yanomami em Boa Vista, capital de Roraima, e em programas que garantam a subsistência do povo indígena nos próximos anos. Toda a operação deverá custar R$ 1,2 bilhão em 2024 por meio crédito extraordinário retirado de diversos ministérios, segundo a Casa Civil. A expectativa é que os postos já comecem a funcionar na região em até 30 dias.

“Estamos adotando um conjunto de ações para retomada do modo de vida indígena para que a gente, paulatinamente, consiga restabelecer o modo de vida, ou seja, restabelecer a pesca e o cultivo, garantido toda a segurança alimentar para que não dependa, num período que nós esperamos que seja o mais curto possível, da chegada da cesta básica”, avaliou Rui Costa.

O transporte emergencial de alimentos para a região ainda será feito pelo exército, mas, a partir de março, o governo deve abrir uma licitação para definir um novo prestador de serviço que dê auxílio no transporte e na logística de acesso ao território Yanomami, que depende de aeronaves.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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