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Governo de MG reserva R$ 300 mil para compras em sacolão

Equipe de Zema diz que valor representa um terço de gastos com alimentos em gestões anteriores

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O governador Romeu Zema
O governador Romeu Zema • Guilherme Bergamini / ALMG

O governo de Romeu Zema (Novo) assinou, neste ano, quatro contratos com um sacolão que, juntos, somam R$ 307,6 mil. Os acordos, assinados pelo Gabinete Militar do governo de Minas Gerais, serviram para assegurar o fornecimento de itens alimentícios como queijo brie, presunto de parma, manteiga de cacau, ameixas e uvas passas.

Os contratos, divulgados por deputados estaduais de oposição a Zema, têm motivado críticas ao poder Executivo estadual por parte de integrantes da Assembleia Legislativa. Do outro lado, a equipe do governador diz que, em gestões anteriores, um contrato com a mesma finalidade, "chegou a ultrapassar a cifra de R$ 900 mil".

O sacolão escolhido pelo governo para fornecer os alimentos fica em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo os documentos, o Palácio Tiradentes desembolsou R$ 1.578 para comprar 20 garrafas de 750 mil de um vinho tinto produzido no Chile. Outros R$ 1.598 foram usados na aquisição de outras 20 garrafas de vinhos chilenos — dessa vez, brancos, feitos a partir da uva cabernet sauvignon.

Os extratos dos quatro contratos apontam que o acordo foi fechado para a “aquisição de produtos alimentícios, sob demanda, futura e eventual, para entrega na cidade de Belo Horizonte”. O governo é representado no trato pelo Gabinete Militar de Zema e, também, pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Os dois setores são chefiados por Carlos Frederico Otoni Garcia, coronel da Polícia Militar.

"Não temos um governador de austeridade e que, de fato, cumpre a agenda de campanha, cometendo um grande estelionato eleitoral. É um governador que aumenta os salários em 300% e, só de sacolão, gasta R$ 6 mil por semana", diz o deputado estadual Professor Cleiton (PV), que chegou a levar os contratos para uma reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia, que debatia saídas à dívida pública mineira.

A descrição dos contratos cita, ainda, produtos como refrigerantes, balas e bombons sortidos, cereais em barra e o cardamomo, especiaria que pode servir para o preparo de chás e de comidas doces ou salgadas. Estão listados, ao todo, 306 produtos.

Outro lado

Em nota enviada à Itatiaia, o governo de Minas disse que os alimentos adquiridos abastecem o estoque responsável por toda a demanda alimentar da rotina do Palácio Tiradentes, onde Zema dá expediente. A entrega é fracionada ao longo da duração do contrato — 1 ano. Por isso, os valores dos acordos são pagos de forma fracionada

"O contrato também atende o fornecimento de alimentação em alguns eventos com visita de autoridades. Este ano recebemos da Ministra Rosa Weber que esteve em Belo Horizonte no mês de julho e Ministros Internacionais que fizeram visitas ao nosso Estado. Além disso, no ano de 2023 foram realizados diversos atendimentos, como o Ministro da Alemanha e autoridades do Japão. Portanto, são contratos rotineiros firmados em todas as gestões e que são tratados de forma muito mais austera pelo governo atual", lê-se em trecho do comunicado.

"Em gestões anteriores, contrato para o mesmo objeto chegou a ultrapassar a cifra de R$ 900 mil reais, o triplo do atual, com itens como cerveja belga e salmão", completa a equipe de Zema.

Ainda de acordo com o governo, os vinhos contemplados pelo contrato não são servidos como bebida — e, sim, utilizados na produção de alimentos.

"Os 306 itens de gêneros alimentícios que compõem esses contratos, são de uso comum e rotineiro na produção de refeições em uma cozinha, dentre eles temos: arroz, feijão,açúcar, macarrão, sal, vinagre, polvilho, óleo e farinha, por exemplo Os itens listados na demanda estão entre os 306 itens contratados, porém são utilizados para atendimento de algumas demandas específicas, não sendo produzidos na alimentação do dia a dia", explica o poder Executivo.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.

 

 

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