Belo Horizonte
Itatiaia

Governo admite possibilidade de negociar MP da Reoneração para evitar que ela seja devolvida por Pacheco

Presidente do Congresso reúne líderes em meio ao recesso parlamentar para discutir Medida Provisória enviada pelo governo em dezembro

Por
Presidente Rodrigo Pacheco marcou reunião para esta terça-feira (9); expectativa é que líderes comecem a discutir uma solução para a desoneração • Edilson Rodrigues | Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se reúne com os líderes dos partidos nesta terça-feira (9) para discutir o imbróglio em torno da Medida Provisória (MP) da reoneração enviada ao Legislativo pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no mês passado. A reunião ocorre em meio ao recesso parlamentar, e a urgência para o encontro é a fruto da pressão que algumas lideranças têm feito sobre Pacheco pela devolução da MP. Nessa segunda-feira (8), os líderes do governo no Senado e no Congresso, senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP) admitiram a possibilidade de negociar uma solução em torno da MP; e Wagner não descartou a hipótese, ainda que improvável, de o Ministério da Fazenda retirá-la.

A publicação da Medida Provisória no mês passado, após o início do recesso, gerou mal-estar entre os parlamentares, que aprovaram com ampla maioria nas duas casas o Projeto de Lei (PL) para prorrogar até 2027 a desoneração da folha de pagamento dos 17 setores que mais empregam no Brasil. Proposta, aliás, convertida em lei após promulgação de Pacheco. O líder Randolfe Rodrigues afirmou que o governo está aberto ao diálogo. “Tenho certeza que iremos encontrar uma alternativa de mediação junto ao ministro Fernando Haddad”, disse. "Estou confiante que ele [Pacheco] não devolverá. A figura de devolução da Medida Provisória é extraordinária e só ocorreu cinco vezes em nossa história republicana desde 1988. Para ser devolvida precisa ofender a Constituição e não cumprir os requisitos de urgência e de relevância", acrescentou.

Randolfe detalhou ainda que ele e Wagner estiveram reunidos na segunda-feira (8), antes do ato de um ano do 8 de Janeiro, com Haddad e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. "Ele [Haddad] está totalmente à disposição para conversar e negociar. Não há justificativa para a devolução”, pontuou.

Por

Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.