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Governistas cobram STF para retirar sigilo de investigação sobre filme de Bolsonaro

Parlamentares pedem a Fachin que plenário analise sigilo do caso ‘Dark Horse’, que envolve Flávio Bolsonaro e Vorcaro; em petição, parlamentares pressionam por igualdade de critérios na publicidade das informações

PorBrasília
Presidente do TSE, ministro Edson Fachin
Novo presidente do STF, ministro Edson Fachin • STF/Divulgação

Parlamentares governistas enviaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta quarta-feira (2), uma petição que pede a quebra do sigilo das investigações envolvendo o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e os recursos transferidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No documento, os parlamentares pedem que Fachin leve ao plenário uma questão de ordem para igualar a publicidade e a quebra do sigilo de três procedimentos relacionados ao inquérito que investiga o financiamento do filme. As investigações estão sob relatoria do ministro André Mendonça.

O principal argumento dos parlamentares que assinam a petição é que haveria diferença de tratamento entre investigações relacionadas ao Banco Master.

Eles citam a divulgação dos relatórios da Polícia Federal (PF) que apuraram as relações de Vorcaro com o senador Jaques Wagner (PT-BA) e, mais recentemente, as mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes. Em contrapartida, os procedimentos que envolvem Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme permanecem sob sigilo.

No caso mais recente, Mendonça justificou a decisão com base na publicidade dos atos do Judiciário e no interesse público das informações.

Os governistas argumentam que o mesmo critério deveria ser aplicado às investigações relacionadas a Flávio Bolsonaro. Segundo o pedido, a coexistência de critérios diferentes de publicidade sob a mesma relatoria, durante o período eleitoral, exigiria uma justificativa "objetiva e uniforme". Eles afirmam que não pedem tratamento diferenciado, mas a aplicação do mesmo parâmetro de publicidade a todos os casos.

Os parlamentares defendem, ainda, que a definição sobre o assunto seja transferida ao plenário do Supremo.

A petição é assinada pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), pelo vice-líder do governo, Lindbergh Farias (PT-RJ), e por diversos deputados federais, como Jandira Feghali (PCdoB-RJ), André Janones (Avante-MG) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

Caso 'Dark Horse'

São três investigações que estão no STF e tratam sobre o financiamento privado feito por Daniel Vorcaro ao filme "Dark Horse".

O documento enviado pelos governistas cita reportagens que informam sobre a negociação de R$ 134 milhões para a produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Flávio confirmou ter solicitado recursos para o projeto, mas negou irregularidades. O outro envolve o rastreamento da origem dos recursos.

Enquanto o terceiro estaria relacionado à destinação dos valores e à movimentação patrimonial no exterior. O documento encaminhado a Fachin, inclusive, cita informações divulgadas na imprensa sobre um novo repasse de aproximadamente US$ 1,66 milhão, realizado em setembro de 2025, para um fundo estrangeiro relacionado ao financiamento da produção.

Com o pagamento, o montante atribuído a Vorcaro destinado ao projeto teria chegado a aproximadamente US$ 12,3 milhões, ou seja, mais de R$ 65 milhões pela cotação na época. O partido atribuiu os dados às informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) presentes em inquéritos da Polícia Federal.

Além do filme, os governistas também citaram no documento a revelação, feita pelo ICL Notícias de que Vorcaro se reuniu com André Mendonça em março de 2025, em São Paulo. Segundo a reportagem, mensagens e áudios encontrados no celular do ex-banqueiro indicam que a aproximação teria sido articulada pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado Cezinha de Madureira (PL-SP).

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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