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Gabriel Azevedo defende renúncia de Moraes após escândalo envolvendo Vorcaro

Candidato ao Governo de Minas cumpriu agendas no Centro de Belo Horizonte nesta quarta-feira (2)

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Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao Governo de Minas, cumpre agenda no Café Palhares, no Centro de Belo Horizonte
Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao Governo de Minas, cumpre agenda no Café Palhares, no Centro de Belo Horizonte • Campanha Gabriel Azevedo / Divulgação

Candidato ao Governo de Minas pelo MDB, Gabriel Azevedo defendeu, nesta quarta-feira (2), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes renuncie do cargo após a queda do sigilo de uma investigação da Polícia Federal que aponta proximidade entre o membro da Alta Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em agenda no Café Palhares, no Centro de Belo Horizonte, o emedebista anunciou que divulgaria um manifesto pela saída de Moraes do STF, o que foi feito logo em seguida.

"É mais do que simplesmente defender a postura de um ministro. É mudar uma instituição que precisa ser fortalecida para que o Estado Democrático de Direito ganhe com isso. Nós somos o Movimento Democrático Brasileiro, um partido que tem 60 anos de existência e sempre esteve postado ao lado da democracia. A democracia exige instituições fortes e sobretudo uma mudança permanente no movimento de fortalecimento", afirmou Gabriel.

O candidato afirmou, durante a agenda, que "ninguém está acima da lei", nem a Procuradoria-Geral da República. " Nós nunca defendemos golpe algum e sequer o enfraquecimento da Suprema Corte. Mas no mundo inteiro se discute o papel de uma Suprema Corte. Nos Estados Unidos da América, na Alemanha, as democracias sólidas discutem isso. Então a gente quer uma Corte fortalecida e com limites para defender o Estado Democrático de Direito", acrescentou o candidato.

Por fim, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte defendeu não ser momento de "fazer palanque em cima daquilo que já é um escândalo". "É momento de propor. A nossa proposta é clara: uma renúncia, porque uma crise desse tamanho não pode engolfar uma instituição, mas é também propor quais mudanças na Constituição, quais mudanças na legislação infraconstitucional para garantir um Supremo Tribunal Federal forte. É isso que a gente quer numa democracia", finalizou.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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