Governador do Rio de Janeiro cria plano para tentar salvar mandato de Eduardo Bolsonaro
Cláudio Castro é aliado da família Bolsonaro e já mira as Eleições de 2026

Em uma tentativa de salvar o mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), estuda criar o cargo de secretário para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início do ano e a licença temporária de 120 dias da Câmara dos Deputados terminou no último domingo.
A ideia de Castro, que busca apoio de Jair Bolsonaro nas eleições do ano que vem, seria nomear Eduardo como Secretário de Relações Internacionais, permitindo que ele mantenha o mandato parlamentar mesmo após o fim da licença, ou seja, Eduardo escaparia da cassação por faltas não justificadas.
No entanto, a manobra do governador do Rio esbarra numa complicação jurídica. Para para assumir o cargo, Eduardo precisaria tomar posse presencialmente no Rio de Janeiro, justamente o que ele não quer, devido ao risco de ser preso já que ele é investigado pelp STF na tentativa de golpe de Estado, ocorrida em janeiro de 2023.
Mudança de regras
Uma alternativa que chegou a ser levantada por Castro seria alterar as regras de posse de secretários estaduais, permitindo que ela ocorra à distância. No entanto, a mudança dependeria da aprovação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Após o aceno de Cláudio Castro a família Bolsonaro, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada do PT na Câmara, protocolou um pedido de medida cautelar no STF para impedir que governadores nomeiem Eduardo para qualquer cargo público.
Na petição, Lindbergh afirma que a nomeação teria como objetivo garantir "sustentação financeira irregular" e simular vínculo funcional para manter Eduardo nos EUA.
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Investigado
Além de investigado pelo STF pela tentativa de um suposto golpe de Estado em Janeiro de 2023, Eduardo Bolsonaro também é alvo de um inquérito no STF por suspeita de coação no curso do processo. Ele teria articulado, nos Estados Unidos, sanções contra o Brasil em resposta ao julgamento do pai, Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe que ocorreu após a derrota do então presidente nas eleições de 2022.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



