Itatiaia

Gonet cobra de Mendonça acesso integral a mensagens extraídas do celular de Vorcaro

PGR afirma que acesso integral às mensagens extraídas pela PF é necessário para garantir igualdade de informações entre os ministros do STF

Por
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sua solenidade de posse • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou neste sábado (12) o pedido para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça libere integralmente aos demais integrantes da Corte o acesso às mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo Gonet, o acesso ao conteúdo completo é necessário para que todos os ministros tenham as mesmas informações antes de analisar o caso.

“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirmou.

Na tarde de sexta-feira (11), o presidente do STF, Edson Fachin, havia solicitado a disponibilização integral das mensagens de Vorcaro. Mendonça, porém, informou que não estava com o celular do banqueiro e que os dados extraídos do aparelho permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete.

Horas depois, o ministro tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou o acesso às mensagens extraídas do celular.

Novo pedido de acesso

A manifestação de Gonet ocorreu após um novo pedido de acesso ao conteúdo feito pelo ministro Gilmar Mendes. Segundo ele, manter as informações sob sigilo “não é compatível com as regras e a praxe de julgamento no âmbito desta Corte”.

Para o ministro, todos os integrantes do STF precisam ter acesso às informações relevantes antes do julgamento.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, disse.

Além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateubriand Filho, o pedido apresentado neste sábado é assinado pelos subprocuradores-gerais André Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

Em meio à troca de ofícios entre os ministros do STF, Gonet concedeu aos dois subprocuradores atribuição para se manifestarem nos processos.

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pelo Estadão Conteúdo, publicadas na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte