Fraude em vacina: Moraes consulta PGR sobre possíveis acordos de ex-assessor de Bolsonaro e médico
Indiciados pela PF, Luís Reis e Farley Alcântara querem amenizar possíveis punições

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre possíveis acordos de não persecução penal que possam ser firmados com o sargento Luís Marcos Reis – ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – e com o médico Farley Alcântara na investigação que apura um suposto esquema de falsificação de cartões de vacinas contra a Covid-19.
O chamado ANPP é um meio legal em que investigados podem, ao confessar crimes, cumprirem determinadas medidas para não serem julgados e terem punições mais graves. Réus podem, por exemplo, pagarem multas e até fazerem cursos indicados por juízes.
Reis e Farley e outras 15 pessoas, incluindo o ex-presidente, foram indiciados pela PF por falsificação de documentos e inserção de dados falsos.
A defesa da dupla afirma que eles participaram da tentativa de inserir os registros de vacinação de Gabriela Cid, mulher de Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do presidente), mas que não há envolvimento com outros fatos, como os dados falsos de Jair Bolsonaro.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



