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Flávio Bolsonaro diz ao NYT que não teve ajuda em fuga: ‘Vou levar detalhes para o túmulo’

Em entrevista ao New York Times, senador afirmou que ideia de deixar o país ocorreu de maneira espontânea junto com a esposa, Fernanda Bolsonaro, sem ajuda de governos estrangeiros

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Flávio Bolsonaro chega aos EUA após fugir do Brasil
Flávio Bolsonaro chega aos EUA após fugir do Brasil • Foto por RICARDO ARDUENGO / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que não teve ajuda de governo estrangeiros na sua fuga do país, logo após perder o segundo turno das eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), o parlamentar disse que a saída do Brasil foi planejada espontaneamente com a esposa.

Segundo Flávio, a decisão ocorreu após a Polícia Federal (PF) solicitar a entrega de seus passaportes durante uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar. De acordo com a reportagem do periódico americano, o pai ainda teria o alertado sobre o “significado” da notificação da PF.

"Ele olhou nos meus olhos e disse: 'Você já sabe onde eles querem chegar com isso, não é?”. Flávio disse que respondeu ao pai que estava “preparado”. "Virei as costas e fui embora", contou.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em 27 de outubro pela fronteira de Foz do Iguaçu, no Paraná, com Puerto Iguazú, na Argentina. Da cidade, ele pegou um voo para Miami, na Flórida, com escala no Equador. "Foi tudo obra minha. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, declarou o senador, afirmando que os detalhes ele levará ao “túmulo”.

Segundo o próprio New York Times, o jato de luxo que levou Flávio, sua esposa Fernanda e as filhas para Miami foi providenciado por um funcionário da Casa Branca. Porém, o senador reafirma que não houve sequer interferência do irmão Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA desde o ano passado. “"Pode ter havido torcida, mas nada além disso”, declara.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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