Flávio Bolsonaro chama de 'interferência política' a proibição do STF de visitar o pai
De acordo com o senador, a decisão teve como objetivo impedir que Jair Bolsonaro influenciasse em suas decisões políticas no primeiro turno; a determinação foi tomada após o candidato ler uma carta assinada pelo pai nas redes sociais

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o impedimento de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o primeiro turno foi “mais uma interferência política” do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta terça-feira (6), após uma reunião com a cúpula da campanha para definir os novos rumos para o segundo turno.
Para o senador, a decisão teve como objetivo impedir que Jair Bolsonaro influenciasse em suas decisões políticas. Em julho, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai depois que o então pré-candidato leu, por meio das redes sociais, uma carta escrita pelo ex-presidente.
“Foi mais uma interferência política, porque eu tenho a convicção de que a principal razão era evitar as conversas e as decisões políticas que eu venho tomando com o meu professor na política, que é o Jair Messias Bolsonaro”, disse o candidato.
Na ocasião, Moraes entendeu que houve descumprimento da determinação que proibia Jair Bolsonaro de utilizar as redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
A carta que motivou a suspensão pedia que aliados deixassem de lado as divergências e se unissem em torno da candidatura do senador. No texto, Jair Bolsonaro chamou o filho de seu “porta-voz” e manifestou confiança nele para representá-lo na disputa presidencial. Conforme mostrou a Itatiaia à época, a manifestação ocorreu em meio a divergências entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre articulações políticas do PL.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu, na segunda-feira (5), a Alexandre de Moraes que autorizasse Flávio a visitar o pai antes do fim da suspensão de 90 dias, previsto para 11 de outubro. O pedido foi apresentado um dia após o senador avançar ao segundo turno da eleição presidencial, no qual enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta terça-feira, Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a solicitação. Flávio disse ainda acreditar que, diante da postura adotada por ele e pelo pai até a votação do primeiro turno, o pedido de visita será autorizado. Segundo o candidato, o objetivo é verificar pessoalmente o estado de saúde do ex-presidente, em vez de receber informações por terceiros.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



