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Exploração na Foz do Amazonas requer avaliação que leva mais dois anos, afirma Marina Silva

Alexandre Silveira, do MME, disse que parecer do Ibama não traz “questões intransponíveis” — exceto caso seja necessário discutir a avaliação de fato

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Ministra Marina Silva defendeu decisão técnica do Ibama que rejeitou pedido da Petrobras para estudo em foz do Amazonas
Ministra Marina Silva defendeu decisão técnica do Ibama que rejeitou pedido da Petrobras para estudo em foz do Amazonas • Reprodução

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quarta-feira (24) que o governo federal definiu em reunião extraordinária que a eventual exploração da Foz do Amazonas vai requerer Avaliação Ambiental Estratégica — processo que leva mais de dois anos para ser realizado.

“A decisão do governo foi de que vamos fazer, sim, a Avaliação Ambiental Estratégica. O que a Petrobras vai fazer, se vai recorrer, se vai reapresentar, isso é a rotina. O Ibama que vai julgar. Agora, a decisão do governo é de que vai precisar da avaliação”, afirmou.

“Às vezes, a gente perde muito tempo com os atalhos, os atalhos não são bons em determinadas questões, é melhor a gente fazer o caminho”, completou.

Os técnicos do Ibama apontaram, no documento que indefere o pedido da Petrobras para exploração, a necessidade da realização de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS).

Em fala no Senado Federal nesta quarta, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o parecer do Ibama não traz “questões intransponíveis” — exceto caso seja de fato necessário discutir a AAAS. Ele pediu “bom senso” para análise deste último tópico.

A Petrobras considera esse estudo algo lateral no processo de liberação. A empresa defende que “não há exigência legal de realização da AAAS para a elaboração de políticas, planos e programas a cargo dos entes da federação brasileira”.

Apesar da exposição do “racha” entre membros do governo, Marina Silva destacou a reunião realizada na terça-feira (23) — com presença do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério de Minas e Energia, Ibama e mediada pela Casa Civil — como “a discussão de um governo republicano”.

Ainda durante a sessão, Marina defendeu a transição energética e pediu para que o país se engaje neste tema. “O uso dessa fonte de geração de energia [petróleo] está levando à destruição do planeta”.

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