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Embaixada da Hungria demite funcionários que teriam vazado imagens de Bolsonaro

Segundo a CNN, dois funcionários brasileiros teriam sido desligados da embaixada após os vídeos que mostram a estadia do ex-presidente no local vazarem na imprensa

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Bolsonaro é um fugitivo confesso, diz ministro de Lula sobre ida do ex-presidente à embaixada da Hungria | CNN Brasil
Em meio a investigações sobre tentativa de golpe, Bolsonaro se abrigou por dois dias na embaixada da Hungria, país comandado pelo aliado Viktor Orbán • Créditos: CNN Brasil

Dois funcionários brasileiros que trabalhavam na embaixada da Hungria, em Brasília, teriam sido demitidos nos últimos dias após o episódio do vazamento das imagens da estadia do ex-presidente Jair Bolsonaro no local, que ocorreu entre os dias 12 e 14 de fevereiro, quatro dias após Bolsonaro ter sido obrigado a entregar o passaporte a Polícia Federal. As informações são da jornalista Basília Rodrigues, da CNN.

Os funcionários brasileiros demitidos teriam acesso à central de monitoramento em tempo real e sofreram a punição mesmo sem a comprovação de que teriam participado do vazamento, segundo o jornal.

Desde que vieram à tona, os vídeos da estadia de Bolsonaro na embaixada complicaram ainda mais a situação do ex-presidente diante da Justiça. Em meio às investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de estado, Bolsonaro foi obrigado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a entregar o passaporte à Polícia Federal, além de outras imposições restritivas.

Quatro dias depois da entrega do passaporte, Bolsonaro foi flagrado se abrigando na embaixada da Hungria, no que foi interpretado como uma tentativa de se proteger de uma possível prisão preventiva da Polícia Federal, que não chegou a acontecer.

Intimado a dar explicações, ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o episódio, a defesa do ex-presidente disse que ele não temia ser preso preventivamente e também negou que o objetivo da ida ao local seria para pedir asilo político. A estadia, de acordo com os advogados de Bolsonaro, seria uma forma de manter contatos com a Hungria, que é um país comandado desde 2010 pelo Primeiro-ministro Viktor Orbán, aliado político de Bolsonaro.

Após o episódio, o ministro Alexandre de Moraes deu um prazo para que a Procuradoria-geral da República emitisse um parecer sobre as informações prestadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da embaixada da Hungria. O prazo termina na sexta-feira (5).

Ontem, durante um evento em Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, Jair Bolsonaro chegou a comentar esse episódio, dizendo que até a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o questionou sobre a misteriosa na embaixada.

“Eu tinha como opção ficar nos Estados Unidos. Tive muita proposta lá. O que ele foi fazer na embaixada da Hungria? Até minha mulher perguntou o que fui fazer lá. Ah, tem que ser preso? Prisão só pela arbitrariedade”, comentou Bolsonaro, mas sem explicar efetivamente qual o real objetivo da visita.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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