Tarcísio acusa Haddad de ter dividido palco com traficante do Moinho
Governador afirma que adversário esteve ao lado de mulher que, segundo ele, comandava o tráfico na comunidade; Haddad rebate e questiona atuação da gestão estadual na segurança pública

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acusou Fernando Haddad (PT) de ter dividido o palco com uma mulher que, segundo ele, comandava o tráfico na Favela do Moinho, na Região Central da capital paulista. A declaração ocorreu durante debate sobre segurança pública, no primeiro confronto direto entre os dois principais candidatos ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2026, promovido pela TV Band neste domingo (9).
Ao defender as ações de segurança pública de sua gestão, Tarcísio citou operações realizadas na Baixada Santista e a atuação do governo estadual na Favela do Moinho.
“Estamos fazendo as operações na Baixada Santista. E vamos fazer mais. Nós vamos continuar presentes lá. Tivemos a coragem, por exemplo, de desmobilizar o Moinho. Ninguém queria entrar no Moinho. E nós fomos lá, tiramos, prendemos o traficante do Moinho. Nós temos uma cena ruim, que é a cena de membros do poder, inclusive o doutor Fernando Haddad, no palco com a traficante que comandava o tráfico na favela do Moinho depois da operação. Nós temos coragem para resolver o problema”, afirmou.
Haddad rebate acusação
Haddad reagiu à declaração e questionou Tarcísio sobre o conhecimento que o governador teria a respeito da mulher citada. O candidato do PT também negou ter qualquer proximidade com atividades criminosas.
“Tarcísio, que deselegância, rapaz. Acho que eu vou saber quem é que eu conheço do tráfico como você conhece? Se você sabia que ela era uma traficante, por que você não foi lá prender? Eu não sabia. Se eu soubesse, eu teria dado voz de prisão para ela. Eu não tenho esse tipo de proximidade com nada do que você está falando. Então, você baixa essa bola”, afirmou.
Na sequência, Haddad criticou a condução da segurança pública no estado e disse que, na avaliação dele, falta comando à atual gestão.
“Eu não acho que nós estamos bem na segurança pública porque está faltando comando. Governador não organiza as forças de segurança no seu gabinete. É sempre uma coisa terceirizada. É sempre para responsabilizar alguém e nunca para chamar a si a necessidade de organizar”, declarou.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



