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Lula defende reforma no STF: ‘Quando o cara coloca a toga, ele vira Deus’

Presidente fala em rever os critérios para a indicação de ministros e prega fim do mandato vitalício para o cargo

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O presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula (PT) tece críticas ao atual modelo do Supremo Tribunal Federal (STF) durante entrevista à TV Bandeirantes. • Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a recente crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que deseja dialogar para que a sociedade civil tenha mais participação no processo de indicação dos ministros. As declarações foram feitas durante uma entrevista concedida ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, que foi ao ar neste domingo (27). 

 

Questionado sobre a composição do atual tribunal e as futuras indicações que teria a fazer se for reeleito, Lula respondeu dizendo que quer mudar o critério de escolha, que atualmente se baseia na indicação única do presidente, abrindo possibilidade para uma escolha enviesada. Disse também que aprendeu muito ao longo dos anos e que “A gente não deve indicar ninguém que não tenha biografia. Se a gente indicar alguém que queira construir a biografia dentro da Suprema Corte, a gente pode dar com o burro na água (fracassar)”.

 

Lula também teceu críticas às atuações dos ministros logo depois que são indicados: "Quando o cara coloca a toga, ele vira Deus”. Aliado à essa fala, ele disse que o cargo precisa ter mandato: “O cidadão não pode ser 40, 45 anos ministro da Suprema Corte”. O candidato destaca que nunca indicou alguém somente por ser de sua confiança, mas que deve ser uma pessoa adequada e capacitada para tal cargo: “Eu não indico amigo. Eu não conhecia muitos que eu indiquei”. 

 

Na sequência, Lula defendeu que seja criado um método para que a sociedade civil participe do processo de escolha, e que esse poder não fique concentrado nas mãos do presidente. “Que seja alguém que passe por um crivo de um colegiado. Para que não seja mais o cara indicado pelo presidente, então tem que votar com o presidente. Não é assim que funciona”, afirmou o petista. 

 

Sobre a ética do cargo, Lula disse que é incompatível a um ministro querer enriquecer na Suprema Corte, caracterizando um conflito moral. Sobre o escândalo do Banco Master, Lula defende que todos os envolvidos sejam investigados e os fatos sejam devidamente apurados, porque só assim a credibilidade do STF com a sociedade começará a ser restaurada.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Atuou em assessoria de imprensa no Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) e no setor de apuração da TV Alterosa. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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