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Tarcísio e Haddad divergem sobre renegociação da dívida de São Paulo no Propag

Candidatos ao governo paulista trocaram críticas sobre a atuação dos governos federal e estadual na negociação das dívidas e em financiamentos para o estado

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Tarcísio e Haddad divergem sobre renegociação da dívida de São Paulo
Tarcísio e Haddad divergem sobre renegociação da dívida de São Paulo • Renato Pizzutto/Band

Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) divergiram sobre a renegociação da dívida do estado com a União durante o primeiro confronto direto entre os dois principais concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2026, promovido pela TV Band neste domingo (9).

A discussão envolveu o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado para permitir a renegociação das dívidas estaduais com a União, além de financiamentos e investimentos realizados pelo governo federal em São Paulo.

A adesão do estado ao Propag foi autorizada pelo Projeto de Lei 1.314/2025, de autoria do governo paulista.

Haddad cobra reconhecimento de parcerias

Durante o debate, Haddad criticou Tarcísio por, segundo ele, não reconhecer a participação do governo federal em ações e investimentos realizados em São Paulo. O candidato citou recursos destinados às famílias da Favela do Moinho, na Região Central da capital paulista, além de financiamentos e da renegociação da dívida estadual.

“Do mesmo jeito que o presidente Lula te apoiou, você deveria apoiar os prefeitos. Na Favela do Moinho, no centro de SP, a Fazenda liberou R$ 180 mil por família para que as famílias tenham onde morar. Para você, isso não é importante. O dinheiro saiu da Fazenda e foi para a mão das famílias com muita justiça, porque elas não poderiam ficar desabrigadas”, afirmou.

Haddad também citou recursos obtidos pelo governo paulista por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Advocacia-Geral da União (AGU), além de investimentos do governo federal.

“Você teve renegociação da dívida pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o presidente do Congresso, e teve R$ 13 bilhões de financiamento do BNDES, contra R$ 3 bilhões do governo Bolsonaro para o Doria. (...) Teve a AGU das obras que você está anunciando, mas não entrega. Negar o que o governo federal está fazendo por SP, em entrevista, não é uma prática bonita. Parceria é para ser reconhecida”, disse.

O candidato do PT afirmou ainda que a União atua de forma republicana na relação com estados e municípios, independentemente de divergências políticas.

Tarcísio questiona atuação do governo federal

Tarcísio rebateu a crítica e questionou a atuação do governo federal em relação aos financiamentos solicitados pelo estado.

“Se a visão é republicana, por que nossos financiamentos estão travados na Casa Civil? Por que não foram enviados para o Senado? Por que o financiamento do Banco do Brasil para a extensão da Linha 5 está travado? A visão não é tão republicana assim”, afirmou.

O governador também defendeu a atuação de sua gestão na negociação da dívida paulista e citou a redução do valor devido à União.

Renegociação da dívida

Tarcísio afirmou que São Paulo já teria pago, ao longo dos anos, valor superior ao montante original da dívida e destacou a participação do governo paulista na construção do Propag.

“Sabemos que SP já pagou essa dívida há muito tempo. Aliás, os estados pagaram. Por isso, procuramos o Ministério da Fazenda para procurar desenhar o Propag, que foi aprovado no Congresso e vetado pelo presidente da República. Tivemos que derrubar o veto e, para ter acesso, tivemos que entrar com ação no STF”, afirmou.

Haddad contestou a declaração e afirmou que o presidente Lula teria vetado apenas dispositivos do texto, e não o programa como um todo.

“Fico apavorado porque você diz que o presidente vetou, mas vetou artigo e não a lei. Por que você não joga com a verdade? Outros governos que aderiram ao programa receberam em 2025 e você só entrou em dezembro, quando poderia ter entrado em março. E teve que recorrer ao STF porque ia perder o segundo ano por atraso e teve que entrar para receber o benefício antes do contrato ser assinado. O que você fala é um absurdo”, disse.

Haddad também afirmou que a renegociação da dívida de São Paulo ocorreu durante sua gestão como ministro da Fazenda e citou a atuação do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Você deveria agradecer. Bolsonaro não renegociou nada da dívida de SP. Quem fez isso fui eu, na época da presidenta Dilma”, afirmou.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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