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Site falso do TSE cobra R$ 47,90 de eleitores para regularizar título de eleitor

Para evitar fraudes, os eleitores devem conferir a situação do título diretamente no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título, evitando links recebidos por mensagens ou até mesmo anúncios

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No caso de suspeita ou até mesmo de pagamento já realizado, é preciso procurar imediatamente a unidade bancária e também os canais oficiais para comunicar a fraude. • Gil Ferreira/Agência CNJ.

Um site falso, criado para imitar a página oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está cobrando uma taxa de R$ 47,90 de eleitores para a regularização do título de eleitor.

Os golpistas solicitam que os usuários informem o CPF. A partir dessa informação, o próprio site consegue obter dados como o nome completo do eleitor e até mesmo o nome completo da mãe.

A mensagem exibida em seguida informa que o usuário tem débitos eleitorais em aberto, com multa por ausência eleitoral, encargos legais administrativos e uma taxa de regularização cadastral que, somados, totalizam R$ 47,90.

No portal, também é exibida a seguinte mensagem: "Foi identificada pendência financeira ativa vinculada ao título eleitoral do cidadão consultado. A não regularização dentro do prazo pode ampliar encargos e elevar o nível de restrição cadastral".

• Reprodução.
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Quando o usuário clica para quitar o suposto débito pendente, é redirecionado para uma página que solicita o pagamento via Pix.

Segundo a empresa ESET Brasil, especializada em cibersegurança, apesar de visualmente semelhante ao portal oficial do TSE, a página utiliza a terminação ".online" e, portanto, não pertence à Justiça Eleitoral.

Segundo o pesquisador de segurança da ESET, Jonathan Ramos, a exibição de dados verdadeiros do eleitor pode induzi-lo a acreditar que a página é verdadeira. "Ao combinar essas informações com ameaças de impedimento para votar, os criminosos criam uma sensação de urgência para induzir o pagamento sem que a vítima confira o endereço da página ou o destinatário do Pix", explica.

Quando o eleitor aponta a câmera para o QR Code ou copia o código gerado pelo falso site no aplicativo bancário, o recebedor aparece como uma empresa sediada em Curitiba, no Paraná, e não como o Tesouro Nacional.

A ESET não conseguiu confirmar o destino final dos valores nem se a empresa exibida tem relação com a fraude ou atua apenas como intermediária de pagamentos.

Para evitar fraudes, os eleitores devem conferir a situação do título diretamente no site oficial do TSE ou pelo aplicativo e-Título, evitando links recebidos por mensagens ou até mesmo anúncios. Também é importante verificar o endereço completo da página.

Antes de realizar qualquer pagamento, recomenda-se conferir o nome e o documento do recebedor. Conforme orientação do TSE, o destinatário de multas eleitorais pagas via Pix pelos canais oficiais deve ser o Tesouro Nacional.

Em caso de suspeita ou até mesmo de pagamento já realizado, é preciso procurar imediatamente a instituição bancária e também os canais oficiais para comunicar a fraude.

A Itatiaia procurou o TSE, mas, até o momento, não houve retorno.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

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