Segurança nas Eleições 2026: mais de 321 mil agentes e 107 ocorrências no primeiro turno
O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou o primeiro boletim da Operação de Segurança para as Eleições 2026; até a manhã foram 107 ocorrências, sendo 86 classificadas como crimes eleitorais e quatro como crimes comuns

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou o primeiro boletim da Operação de Segurança para as Eleições 2026, registrado às 9h deste domingo.
Ao todo, foram mobilizados 321.701 agentes em todo o país, entre forças estaduais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional.
O balanço aponta 107 ocorrências, sendo 86 classificadas como crimes eleitorais e quatro como crimes comuns. Não houve registro de incidentes em locais de votação ou apuração.
Dispositivo de segurança
O efetivo total empregado na operação soma 321.701 profissionais, distribuídos da seguinte forma:
- Forças estaduais: 304.405 agentes
- Polícia Federal: 6.565 agentes
- Polícia Rodoviária Federal: 4.115 agentes
- Força Nacional: 142 agentes
- Tropa de contingência: 6.474 agentes
Além do contingente humano, foram empregados 304.775 meios operacionais, incluindo 304.415 viaturas, 121 aeronaves e 239 embarcações. O comando das ações é feito a partir do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), com apoio de 27 centros estaduais ativos e cinco centros regionais de inteligência.
Principais crimes eleitorais
Dos 107 registros, 33 casos (30,8%) envolvem compra de votos ou corrupção eleitoral, com base no artigo 299 da Lei nº 4.737/1965. Em segundo lugar, aparecem 21 ocorrências (19,6%) de propaganda eleitoral irregular, previstas no artigo 39 da Lei nº 9.504/1997. Outros destaques:
- Outros crimes eleitorais: 14 registros (13,1%)
- Desobediência às ordens da Justiça Eleitoral: 11 casos (10,3%)
- Apoio a instituições eleitorais: cinco ocorrências (4,7%)
- Concentração ilegal de eleitores: quatro casos (3,7%)
- Boca de urna, calúnia contra candidato e uso de violência ou grave ameaça para obter voto ou abstenção: três registros cada (2,8%)
Apreensões e prisões
A operação resultou na apreensão de:
- 5.557 itens de material de campanha
- 13 veículos
- Quatro armas
- R$ 108.560 em dinheiro
Em termos de medidas policiais, foram registradas quatro prisões, uma condução pela polícia ostensiva e nenhum procedimento judiciário até o momento do boletim.
Distribuição geográfica das ocorrências
O Nordeste concentra a maioria dos registros, com 58 ocorrências (54,2% do total). Em seguida, aparecem:
- Norte: 23 casos (21,5%)
- Sul: 21 casos (19,6%)
- Sudeste: quatro casos (3,7%)
- Centro-Oeste: um caso (0,9%)
Por unidade da federação, Pernambuco lidera com 17 ocorrências, seguido por Paraíba (14) e Paraná (13). Tocantins registra 11 casos; Sergipe e Bahia, oito cada; Rio Grande do Sul, sete; Ceará, cinco; Amazonas e Minas Gerais, quatro cada. Os demais estados têm entre um e três registros.
Municípios com mais registros
Entre as cidades com maior número de ocorrências, destacam-se:
- Caruaru (PE): seis casos (5,6%)
- Palmas (TO): quatro casos (3,7%)
- Petrolina (PE), São José dos Pinhais (PR) e Uiraúna (PB): três casos cada (2,8%)
- Outras localidades com dois registros incluem Aracaju (SE), Belém (PA), Cajazeiras (PB), Campina Grande (PB) e Cuité (PB).
Ocorrências por horário
A maior concentração de registros ocorreu no período da madrugada, entre 6h e 9h, com 42 ocorrências (39,3% do total). Outros intervalos relevantes:
- 15h às 18h: 26 casos (24,3%)
- 9h às 12h: 14 casos (13,1%)
- 0h às 3h: oito casos (7,5%)
- 21h às 0h: seis casos (5,6%)
- 3h às 6h: cinco casos (4,7%)
- 12h às 15h: quatro casos (3,7%)
Tipos adicionais de ocorrências
Além dos crimes eleitorais e comuns, o boletim registra ocorrências variadas, cada uma com um caso (0,9% do total):
- Abertura de bloqueio de via
- Acidente de trânsito
- Ameaça contra candidato
- Condução de candidatos pela PM/PRF/EB
- Desordem que prejudique os trabalhos eleitorais
- Furto em locais de votação/apuração
- Incêndio
- Porte ilegal de arma de fogo
- Sinistro de trânsito com resultado morte
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



